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Vanuza Barroso se pronuncia após áudio de suposta tentativa de suborno envolvendo a Biofábrica da Bahia

Segundo a presidente da ANPC, a conversa não se tratava de uma tentativa de suborno, mas sim de uma proposta de emprego feita à funcionária da Biofábrica

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Vanuza Barroso se pronuncia após áudio de suposta tentativa de suborno envolvendo a Biofábrica da Bahia

A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, se pronunciou publicamente nessa quarta-feira (27), após a repercussão de um áudio que a coloca no centro de um escândalo envolvendo uma suposta tentativa de suborno a uma funcionária do Instituto Biofábrica da Bahia.

O caso ganhou força após a divulgação de uma gravação em que uma voz atribuída a Vanuza oferece vantagens financeiras para que a servidora confirmasse a existência do vírus do mosaico nos viveiros da Biofábrica — informação que já havia sido negada oficialmente pela instituição.

No conteúdo do áudio, a proposta mencionaria pagamentos mensais de R$ 5 mil, além da transferência da funcionária e de sua família para o estado de Minas Gerais, onde Vanuza reside atualmente. O objetivo seria convencer a servidora a prestar depoimentos contra a Biofábrica, fortalecendo denúncias sobre uma suposta contaminação nos viveiros da instituição.

Diante da repercussão, Vanuza Barroso publicou um vídeo nas redes sociais tentando rebater as acusações. Em tom de defesa, ela afirmou que “mentira nenhuma se sustenta para sempre” e alegou que toda a situação vem sendo distorcida.

Segundo a presidente da ANPC, a conversa não se tratava de uma tentativa de suborno, mas sim de uma proposta de emprego feita à funcionária da Biofábrica. Ainda de acordo com Vanuza, a intenção era oferecer proteção e estabilidade à servidora, que, segundo ela, teria confirmado “com todas as letras” a presença do vírus do mosaico dentro da instituição.

Na gravação publicada nas redes sociais, Vanuza sustenta que existia o risco de a funcionária perder o emprego após a repercussão do caso, motivo pelo qual teria sugerido uma mudança para Minas Gerais, juntamente com apoio financeiro.

Apesar das justificativas apresentadas pela dirigente da ANPC, o caso segue gerando forte repercussão nos bastidores do setor cacaueiro baiano. A divulgação do áudio intensificou o clima de tensão em torno das denúncias envolvendo a Biofábrica da Bahia e levantou questionamentos sobre possíveis tentativas de manipulação de depoimentos em meio à crise.

Até o momento, o Instituto Biofábrica da Bahia mantém a posição oficial de que não há confirmação da presença do vírus do mosaico em seus viveiros. O episódio, no entanto, amplia a pressão por esclarecimentos e pode provocar novos desdobramentos políticos, administrativos e até judiciais nos próximos dias.

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