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Áudio “bombástico” expõe suposta tentativa de compra de denúncia contra a Biofábrica da Bahia feita pela presidente da ANPC

De acordo com o conteúdo atribuído a Vanuza, a dirigente teria oferecido vantagens financeiras para que a servidora prestasse depoimentos contra a instituição

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Áudio “bombástico” expõe suposta tentativa de compra de denúncia contra a Biofábrica da Bahia feita pela presidente da ANPC

Um áudio que circula nas redes sociais provocou forte repercussão no Sul da Bahia ao envolver a presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau, Vanuza Barroso, em uma suposta tentativa de convencer uma funcionária do Instituto Biofábrica da Bahia a confirmar a existência do vírus do mosaico nos viveiros da instituição — informação já negada oficialmente pela Biofábrica.

De acordo com o conteúdo atribuído a Vanuza, a dirigente teria oferecido vantagens financeiras para que a servidora prestasse depoimentos contra a instituição. Entre as propostas mencionadas estariam pagamentos mensais de R$ 5 mil, além da mudança da família da funcionária para o estado de Minas Gerais, onde Vanuza reside.

A divulgação do áudio ocorreu poucos dias após a polêmica invasão de uma área de biossegurança máxima da Biofábrica, localizada no distrito de Banco do Pedro, em Ilhéus. Na ocasião, Vanuza Barroso afirmou que esteve no local após receber denúncias anônimas sobre uma suposta presença do vírus do mosaico nos viveiros.

O caso ganhou contornos ainda mais graves após o Instituto Biofábrica da Bahia afirmar que não existe qualquer contaminação pelo vírus em suas instalações. A instituição sustentou que a entrada irregular em uma área controlada colocou em risco milhões de mudas destinadas à agricultura familiar e à cadeia produtiva do cacau em toda a região Sul da Bahia.

Após o vazamento do áudio, a Biofábrica informou que adotou medidas legais e encaminhou o caso à Polícia Civil de Ilhéus. Em nota, o instituto classificou o episódio como uma “tentativa de coação” e afirmou que a situação representa um ataque à credibilidade da instituição e à segurança fitossanitária da produção cacaueira baiana.

A funcionária citada no caso também registrou boletim de ocorrência denunciando supostas pressões, ameaças e oferta de vantagens financeiras em troca de declarações que incriminassem a Biofábrica. O conteúdo da denúncia deverá ser investigado pelas autoridades policiais.

O episódio gerou forte repercussão entre produtores rurais, pesquisadores e representantes da cadeia do cacau, principalmente pelo potencial impacto econômico e sanitário que uma eventual confirmação do vírus do mosaico poderia causar ao setor.

Até o momento, Vanuza Barroso não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo do áudio divulgado.

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