Diário Paralelo — Diariamente com Você!
Últimas notícias

Saúde

Morre Netinho, um dos maiores ícones do axé, aos 60 anos

Artista baiano enfrentava novamente um câncer e estava internado em Salvador; cantor marcou gerações e ajudou a popularizar o axé music no Brasil e no exterior.

Por Redação Diário ParaleloAtualizado em 13 de outubro de 2026 às 11:203 min de leitura
Netinho foi considerado um dos maiores nomes do axé baiano

O cantor baiano Netinho, um dos principais nomes da história do axé music, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos. Conhecido nacionalmente pelo sucesso “Milla”, o artista enfrentava uma nova batalha contra o câncer e estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, após o retorno de um linfoma não Hodgkin.

Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior construiu uma carreira marcada por sucessos que embalaram carnavais, micaretas e festas populares em diferentes regiões do país. Sua voz se tornou uma das mais conhecidas da música baiana, especialmente durante a expansão nacional do axé nas décadas de 1980 e 1990.

Netinho havia sido diagnosticado com linfoma não Hodgkin em 2025, depois de apresentar dores nas costas, nas pernas e dificuldades para caminhar. Após passar por tratamento e retomar parte das atividades profissionais, o cantor anunciou, em 2026, que a doença havia retornado. No dia 30 de setembro, sua equipe confirmou uma nova internação e informou que ele se afastaria das redes sociais para concentrar as energias na recuperação.

A trajetória musical do artista ganhou projeção nacional à frente da Banda Beijo, grupo que ajudou a consolidar o axé como um dos ritmos mais populares do Brasil. Entre os sucessos daquele período estão “Beijo na Boca” e “A Vida é Festa”. Em 1993, Netinho iniciou carreira solo, ampliando ainda mais sua presença no cenário musical brasileiro.

O maior sucesso de sua carreira veio com “Milla”, música que ganhou enorme repercussão nacional em 1996, impulsionada pelo álbum “Netinho ao Vivo!”. A canção atravessou gerações e se transformou em um dos grandes clássicos do axé, permanecendo no repertório de festas e celebrações populares até os dias atuais.

Netinho também teve participação importante na projeção internacional da música baiana. Em 1990, levou um trio elétrico à Itália, durante a Copa do Mundo, contribuindo para apresentar a tradição carnavalesca da Bahia ao público estrangeiro.

Ao longo da carreira, o cantor enfrentou problemas de saúde que provocaram interrupções em sua agenda de shows. Apesar das dificuldades, voltou aos palcos em diferentes momentos, mantendo uma relação próxima com os fãs.

A morte de Netinho representa uma perda significativa para a cultura baiana e para a história do axé music. Mais do que o intérprete de “Milla”, o artista deixa uma trajetória ligada à popularização de um movimento musical que transformou o Carnaval e levou a identidade cultural da Bahia para diferentes partes do mundo.

Matérias relacionadas