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Três ganduenses estão na disputa por vaga na Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições deste ano

Léo de Neco, Moisés Santos Lino e Robson Oliveira Cardoso registraram candidaturas a deputado estadual; ex-prefeito de Gandu chega à disputa com maior experiência eleitoral e força política regional

Por Redação Diário Paralelo6 min de leitura
Três ganduenses estão na disputa por vaga na Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições deste ano

Gandu terá três filhos da terra na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia nas eleições de 2026. Leonardo Barbosa Cardoso, conhecido como Léo de Neco, Moisés Santos Lino e Robson Oliveira Cardoso aparecem nos dados eleitorais como naturais do município e registraram candidaturas ao cargo de deputado estadual.

Léo de Neco concorrerá pelo Avante. Moisés Santos Lino, que adotou o nome de urna “Moiséis Zeu de Veita”, disputará pelo PDT. Também pelo PDT está na disputa Robson Oliveira Cardoso. Os três constavam na base consultada com os pedidos de candidatura aguardando julgamento da Justiça Eleitoral.

Embora compartilhem a naturalidade ganduense e o mesmo objetivo eleitoral, os três chegam à disputa com históricos políticos bastante diferentes. Entre eles, Leonardo Cardoso desponta como o nome de maior projeção, experiência administrativa e capacidade de articulação regional.

Léo de Neco chega como principal força política

A candidatura de Léo de Neco representa a tentativa mais consistente de Gandu voltar a ocupar espaço direto no Legislativo estadual. Aos 41 anos, o ex-prefeito entra na eleição apoiado na estrutura política construída durante dois mandatos consecutivos no comando do município.

A trajetória eleitoral de Leonardo começou de maneira pouco expressiva. Em 2012, ele disputou uma vaga de vereador em Gandu pelo PP, recebeu apenas dois votos e não foi eleito. Quatro anos depois, no entanto, protagonizou uma mudança radical em sua carreira política ao vencer a eleição para prefeito com 8.147 votos.

Em 2020, Léo de Neco foi reeleito prefeito com 11.387 votos, ampliando em mais de cinco mil votos a vantagem obtida sobre o mesmo adversário enfrentado quatro anos antes. O resultado consolidou seu grupo como a principal força política de Gandu naquele período.

O teste seguinte ocorreu nas eleições municipais de 2024, quando Léo já não poderia concorrer novamente à prefeitura e lançou a advogada Daiana Santana como sua sucessora. Apresentada eleitoralmente como “Dai de Léo de Neco”, ela venceu a disputa com 12.208 votos, superando o segundo colocado por uma diferença de 5.696 votos. A vitória demonstrou que o então prefeito conseguiu transferir parte significativa de seu capital eleitoral para uma candidata escolhida pelo próprio grupo.

Léo também deixou a prefeitura com indicadores favoráveis de avaliação popular. Pesquisa da Séculus divulgada pelo Bahia Notícias no fim de 2024 apontou aprovação de 78,95% para sua administração. O levantamento ouviu 380 moradores, apresentou margem de erro de cinco pontos percentuais na época e indicou que 76,32% dos entrevistados defendiam que ele disputasse uma vaga de deputado estadual em 2026.

Após deixar a prefeitura, o ex-gestor passou a ampliar sua atuação para além de Gandu. Filiado ao Avante e aliado da direção estadual da legenda, Léo vem buscando apoios no Baixo Sul, no Recôncavo e em outros municípios do interior. O movimento indica que sua estratégia não depende apenas da votação ganduense, mas da construção de uma base regional capaz de sustentar um projeto competitivo para a Assembleia Legislativa.

Entre os três ganduenses registrados na disputa, Léo é o único que já administrou o município, venceu eleições majoritárias e demonstrou capacidade de conduzir uma sucessão municipal. Esse conjunto de fatores o coloca em uma posição política diferente dos demais candidatos e faz com que sua campanha seja observada como um projeto regional, e não apenas local.

O desafio, agora, será transformar o reconhecimento adquirido como prefeito de Gandu em votos distribuídos por diferentes regiões da Bahia. Uma eleição para deputado estadual exige alcance territorial muito maior, alianças municipais e desempenho partidário suficiente para garantir uma cadeira na Alba.

Moisés Santos Lino aposta em nome popular

Moisés Santos Lino, registrado com o nome de urna “Moiséis Zeu de Veita”, concorrerá pelo PDT. Natural de Gandu, ele nasceu em julho de 1981, declarou ensino médio completo e apresentou “outros” como ocupação profissional no cadastro eleitoral.

Diferentemente de Léo de Neco, Moisés entra na disputa sem mandato eletivo anterior e sem a mesma exposição política regional. Seu nome de urna, ligado à forma como é conhecido popularmente, indica uma tentativa de transformar reconhecimento comunitário ou pessoal em identidade eleitoral.

A candidatura integra a extensa nominata montada pelo PDT para deputado estadual na Bahia. O partido apresentou dezenas de nomes para a disputa proporcional, incluindo políticos com mandato, ex-gestores, lideranças locais e candidatos que buscam maior projeção no cenário estadual.

Para Moisés, o principal obstáculo será construir visibilidade fora de seu círculo local e disputar espaço dentro da própria chapa pedetista, que reúne candidatos já conhecidos no estado. Sua presença, contudo, amplia a representação de Gandu na eleição e oferece ao eleitorado local uma alternativa com perfil distinto daquele apresentado pelo ex-prefeito.

Robson Oliveira já disputou eleição municipal

O terceiro ganduense é Robson Oliveira Cardoso. Aos 49 anos, ele declarou ensino superior completo e informou exercer a profissão de professor de ensino superior.

Robson possui ao menos uma experiência anterior documentada em processo eleitoral. Registros do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia mostram que ele disputou o cargo de vereador nas eleições municipais de 2012 em Gandu e nas duas eleições seguintes tentou ser vereador em Salvador, disputou em 2022 como candidato a deputado federal e foi de novo candidato a vereador na capital baiana em 2024.

Assim como Moisés, Robson integra a chapa estadual do PDT. Sua formação acadêmica e a ocupação de professor poderão ser utilizadas para apresentar uma candidatura vinculada a temas como educação, qualificação profissional e desenvolvimento social, embora as propostas oficiais da campanha ainda precisem ser conhecidas em maior profundidade.

O candidato também enfrentará o desafio de conquistar reconhecimento estadual e sobreviver à concorrência interna. A candidatura a deputado estadual exige uma estrutura significativamente maior do que uma campanha municipal, especialmente para quem ainda não possui mandato ou uma rede consolidada de prefeitos, vereadores e lideranças regionais.

Três nomes, pesos políticos diferentes

A presença de três naturais de Gandu na eleição para deputado estadual chama atenção pela quantidade, mas não significa que as candidaturas partam do mesmo nível. Léo de Neco inicia a disputa com dois mandatos de prefeito, vitórias eleitorais expressivas, controle de um grupo político municipal e alianças em diferentes cidades. Moisés e Robson, por outro lado, entram como candidaturas de menor projeção e precisarão aproveitar o período eleitoral para ampliar conhecimento público e demonstrar viabilidade.

O cenário também poderá produzir uma disputa particular pelo eleitorado ganduense. Embora Léo seja considerado o nome mais forte do município, Moisés e Robson podem buscar parcelas específicas dos votos locais, especialmente entre eleitores ligados às suas relações pessoais, profissionais ou comunitárias.

Ainda assim, o resultado das três candidaturas dependerá muito mais do desempenho em toda a Bahia do que apenas dos votos obtidos em Gandu. Para Leonardo Cardoso, a eleição representa a oportunidade de transformar uma liderança municipal em mandato estadual. Para Moisés Santos Lino e Robson Oliveira Cardoso, significa a chance de alcançar maior projeção política e apresentar seus nomes a um eleitorado muito mais amplo.

Independentemente do resultado, a eleição de 2026 colocará Gandu em posição de destaque no mapa político do Baixo Sul, com três naturais do município buscando, simultaneamente, uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia.

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