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Renan Santos compara Lula a Marcinho VP ao atacar presidente por investigações contra Lulinha

Presidenciável afirmou que a diferença entre as duas relações familiares estaria “apenas no artigo do Código Penal”; comparação eleva o tom da disputa eleitoral, embora os casos tenham situações jurídicas distintas

Por Redação Diário Paralelo3 min de leitura
Renan Santos compara Lula a Marcinho VP ao atacar presidente por investigações contra Lulinha

O presidenciável Renan Santos, lançado pelo Partido Missão para disputar a Presidência da República, provocou forte repercussão nas redes sociais ao comparar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Marcinho VP, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho.

A declaração foi feita em uma publicação sobre as recentes investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. No texto, Renan acusou Lula de estar “desesperado” com o avanço das apurações e afirmou que o petista teria dado um exemplo negativo ao filho.

O trecho mais contundente da postagem foi a comparação direta entre as duas famílias:

A diferença entre Marcinho VP com Oruam e Lula com Lulinha é apenas o artigo do Código Penal”, escreveu Renan Santos.

Com a frase, o candidato do Missão tentou associar politicamente Lula aos problemas judiciais atribuídos ao filho, utilizando como paralelo a relação entre Marcinho VP e o rapper Oruam. O ataque ocorre poucos dias depois de Renan ser apresentado oficialmente por seu partido como candidato à Presidência, em um evento marcado por críticas tanto ao petista quanto ao senador Flávio Bolsonaro. O presidenciável tem adotado um discurso agressivo para tentar se apresentar como alternativa à polarização entre PT e bolsonarismo.

Investigações aumentam pressão sobre Lula

A ofensiva de Renan acontece no momento em que Lulinha se tornou alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Polícia Federal. As apurações investigam suspeitas de corrupção e tráfico de influência dentro do governo federal.

Uma das linhas de investigação busca esclarecer se Lulinha teria atuado para facilitar negócios relacionados a medicamentos e produtos à base de cannabis no Ministério da Saúde. Outra apura uma possível interferência em benefício de empresários interessados em contratos com a Dataprev.

O terceiro inquérito, autorizado pelo ministro Flávio Dino, investiga uma eventual atuação de Lulinha para favorecer a empresa de tecnologia 3Structure IT em contratos com órgãos federais. De acordo com dados citados pelo Poder360, a empresa possui contratos que somam aproximadamente R$ 81 milhões com o governo federal.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, sustenta que ele nunca utilizou a posição do pai para beneficiar empresas e classifica as apurações como uma espécie de “pesca probatória” com possível finalidade eleitoral. Até o momento, as suspeitas não resultaram em condenação contra o empresário.

O próprio presidente Lula afirmou que não pretende interferir nas investigações nem conceder tratamento especial ao filho. Em entrevista concedida no final de julho, o petista declarou que Lulinha deverá responder como qualquer outro cidadão e provar sua inocência. Lula também alegou que acusações contra o filho são utilizadas por adversários para atingir sua reputação política. A Reuters registrou tanto a manifestação do presidente quanto a negativa apresentada pela defesa.

Marcinho VP, cujo nome verdadeiro é Márcio dos Santos Nepomuceno, está preso desde 1996 e possui condenações que somam 55 anos e oito meses. Ele é apontado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e permanece no sistema penitenciário federal. Oruam, seu filho, também responde a processos e investigações próprias.

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