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Rejeição de Jerônimo Rodrigues pode prejudicar Lula na Bahia, avaliam os próprios petistas

A ordem, segundo fontes internas, é iniciar imediatamente uma reavaliação estratégica para evitar que o desgaste no governo baiano se transforme em um problema ainda maior para o partido em 2026

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Rejeição de Jerônimo Rodrigues pode prejudicar Lula na Bahia, avaliam os próprios petistas

A divulgação de novos levantamentos eleitorais acendeu um forte sinal de alerta na cúpula do PT baiano e, diante da gravidade dos números, a preocupação já chegou ao comando nacional do partido. Depois da pesquisa publicada na última quarta-feira (26), que mostrou ACM Neto (União Brasil) com ampla vantagem na corrida pelo governo da Bahia, uma sondagem interna — mantida sob sigilo — agravou ainda mais o clima de tensão entre os petistas.

Segundo informações apuradas, o levantamento encomendado para consumo restrito revelou um cenário considerado “devastador” por aliados próximos do governador Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com os dados, caso a eleição fosse hoje, Jerônimo seria derrotado por larga diferença, com rejeição crescente e índice de desaprovação do governo ultrapassando a marca de 55%. O resultado, segundo membros da direção estadual, não apenas ameaça a tentativa de reeleição do governador, como também pode contaminar o desempenho do presidente Lula (PT) na Bahia, tradicional reduto petista.

A avaliação interna é de que o desgaste de Jerônimo coloca em risco a hegemonia construída pelo PT no estado desde 2007. Diante do cenário, aliados próximos do ministro da Casa Civil, Rui Costa, voltaram a especular a possibilidade de que ele seja lançado como candidato ao governo no próximo ano, caso o quadro de rejeição ao atual governador não seja revertido a tempo.

Enquanto isso, o grupo de Jerônimo tenta conter o desgaste e contesta os números mais pessimistas. Assessores e aliados têm divulgado pesquisas que apontam um desempenho mais equilibrado do governador, especialmente nos cenários espontâneos, onde, segundo eles, Jerônimo aparece em situação mais confortável do que ACM Neto.

Apesar das tentativas de minimizar a crise, o clima nos bastidores petistas é de atenção máxima. A ordem, segundo fontes internas, é iniciar imediatamente uma reavaliação estratégica para evitar que o desgaste no governo baiano se transforme em um problema ainda maior para o partido em 2026.

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