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PT vai usar termômetro do Carnaval para medir rejeição a Jerônimo e avaliar cenário de 2026

Em meio a esse debate interno, chamou atenção a ausência de Jerônimo Rodrigues na abertura do Carnaval no Nordeste de Amaralina, realizada nesta quarta-feira. O evento, tradicionalmente marcado pela presença de lideranças políticas e forte mobilização popular, era visto como uma das primeiras oportunidades de aferição do clima nas ruas

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
PT vai usar termômetro do Carnaval para medir rejeição a Jerônimo e avaliar cenário de 2026

Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores na Bahia, o Carnaval deste ano não será apenas palco de festa e articulação política. A cúpula da sigla pretende utilizar as manifestações populares durante os eventos carnavalescos como um “termômetro” para avaliar o grau de aceitação — ou rejeição — ao governador Jerônimo Rodrigues.

A informação circula entre dirigentes e interlocutores do partido e indica que a leitura política do ambiente nas ruas poderá influenciar diretamente as estratégias eleitorais para 2026. Internamente, há quem admita que Jerônimo corre risco de não ser o candidato natural à reeleição, caso os índices de popularidade não apresentem sinais consistentes de recuperação. Nesse cenário, o nome do ministro da Casa Civil, Rui Costa, volta a ser cogitado como alternativa competitiva para disputar novamente o Palácio de Ondina.

A estratégia, no entanto, divide opiniões dentro da própria legenda. Entre os aliados mais críticos, a avaliação é de que submeter o governador a um “teste público” em meio a grandes eventos pode ampliar desgastes. Para esse grupo, eventual vaia ou manifestações negativas durante o Carnaval poderiam fortalecer a narrativa da oposição de que Jerônimo estaria politicamente fragilizado e enfrentando desgaste precoce no mandato.

Esses interlocutores defendem que a reconstrução da imagem do governador deve ocorrer por meio de entregas administrativas e comunicação institucional mais assertiva, e não pela exposição a ambientes imprevisíveis como festas populares de grande porte.

Por outro lado, há dirigentes petistas que consideram legítima a leitura direta das ruas. Para esse segmento, o Carnaval — especialmente em Salvador e nas principais cidades do interior — oferece um retrato espontâneo da percepção popular. Segundo essa visão, evitar o contato com o público poderia transmitir insegurança política. “É preciso medir a temperatura real”, argumentam aliados que defendem que o governador encare o teste como instrumento de diagnóstico estratégico.

Em meio a esse debate interno, chamou atenção a ausência de Jerônimo Rodrigues na abertura do Carnaval no Nordeste de Amaralina, realizada nesta quarta-feira. O evento, tradicionalmente marcado pela presença de lideranças políticas e forte mobilização popular, era visto como uma das primeiras oportunidades de aferição do clima nas ruas.

Interlocutores do governo não confirmaram se a ausência está relacionada a uma estratégia deliberada para evitar exposição inicial, mas, nos bastidores, o gesto foi interpretado como prudência diante do momento político.

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