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PT baiano acende alerta com avanço da rejeição a Jerônimo Rodrigues

A crise na regulação, as queixas sobre demora por atendimentos e a escalada da violência em diversas regiões do estado se transformaram no principal obstáculo do projeto de reeleição

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
PT baiano acende alerta com avanço da rejeição a Jerônimo Rodrigues

A cúpula do PT na Bahia está em estado de preocupação crescente diante do avanço da rejeição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Levantamentos internos e análises recentes indicam que, apesar do esforço do Palácio de Ondina em anunciar a chegada de novos prefeitos à base governista, essas movimentações políticas não têm se traduzido em apoio popular. Pelo contrário: a rejeição ao governador segue em ritmo ascendente, acendendo um sinal de alerta entre aliados e estrategistas da campanha à reeleição.

De acordo com integrantes da própria articulação política, o aumento da insatisfação estaria diretamente ligado a problemas persistentes nas áreas de saúde e segurança pública — justamente os pontos mais sensíveis da gestão e considerados, hoje, o verdadeiro calcanhar de aquiles de Jerônimo. A crise na regulação, as queixas sobre demora por atendimentos e a escalada da violência em diversas regiões do estado se transformaram no principal obstáculo do projeto de reeleição.

Nos bastidores, aliados mais críticos admitem que não apenas a gestão tem sofrido desgaste, mas também a comunicação pessoal do governador. Declarações recentes estariam sendo usadas pela oposição para alimentar a narrativa de distanciamento entre Jerônimo e a realidade enfrentada pela população. Um dos episódios mais citados ocorreu após o governador afirmar que “ordena” à secretária de Saúde que deixe pacientes nos corredores dos hospitais — declaração que repercutiu negativamente e gerou ampla reação nas redes sociais. A tentativa de responsabilizar prefeitos pela situação agravou ainda mais o clima.

Dentro do PT, cresce o entendimento de que será necessário reorganizar a estratégia política e intensificar ações concretas nas áreas mais críticas. A preocupação é que o cenário, se não revertido rapidamente, comprometa não apenas a imagem do governador, mas também a capacidade de mobilização da base aliada em um momento pré-eleitoral.

Enquanto isso, a oposição observa o desgaste com otimismo e reforça o discurso de que a gestão estadual perdeu o controle da saúde e da segurança pública. Já no entorno de Jerônimo, o discurso oficial é de que os números ainda podem ser revertidos — mas, até o momento, os aliados reconhecem que o sinal de alerta está mais do que aceso.

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