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Presidente do PT em São Paulo contraria Lula e diz que ditador Nicolás Maduro foi escolhido pelo povo venezuelano

Em 2024, Lula não reconheceu o resultado das eleições venezuelanas que mantiveram Maduro no poder, diante de denúncias de falta de transparência no processo eleitoral

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Presidente do PT em São Paulo contraria Lula e diz que ditador Nicolás Maduro foi escolhido pelo povo venezuelano

A declaração do presidente do Partido dos Trabalhadores em São Paulo (PT-SP), Kiko Celeguim, feita nessa quinta-feira (08), durante atos realizados por militantes petistas, provocou repercussão no meio político ao defender publicamente o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Para Celeguim, apoiar Maduro seria o mesmo que defender a vontade do povo da Venezuela.

Durante sua fala, o dirigente petista afirmou que Maduro foi escolhido pela população venezuelana e sustentou que o líder chavista teria sido “sequestrado” pelos Estados Unidos. Segundo ele, a atuação norte-americana representaria uma violação da soberania do país vizinho.

A declaração, no entanto, contraria inclusive posicionamentos recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal liderança do partido. Em 2024, Lula não reconheceu o resultado das eleições venezuelanas que mantiveram Maduro no poder, diante de denúncias de falta de transparência no processo eleitoral.

À época, o presidente brasileiro cobrou a divulgação das atas das seções eleitorais e afirmou que Maduro precisaria “arcar com as consequências” caso não houvesse esclarecimentos. Lula também declarou não aceitar nem a vitória do governo nem a da oposição sem provas concretas. “Eu não aceito nem a vitória dele e nem a da oposição. Eu acho que tem um negócio, a oposição fala que ganhou, ele fala que ganhou, mas você não tem prova. Então, nós estamos exigindo a prova”, afirmou o presidente. Em outro momento, Lula destacou que defendia a convocação de novas eleições na Venezuela.

Antes das críticas mais duras, o presidente brasileiro chegou a afirmar que, inicialmente, não havia observado nada de anormal no pleito, apesar das suspeitas de fraude levantadas por setores da comunidade internacional.

A fala de Kiko Celeguim reacende o debate sobre a posição de setores do PT em relação ao regime venezuelano e evidencia divergências internas entre lideranças do partido sobre o reconhecimento da legitimidade do governo de Nicolás Maduro.

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