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Maduro pede apoio do povo brasileiro e exibe boné do MST em programa de TV na Venezuela

Segurando um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Maduro convocou brasileiros a irem às ruas em solidariedade ao seu regime

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Maduro pede apoio do povo brasileiro e exibe boné do MST em programa de TV na Venezuela

Em mais um gesto de aproximação política com setores da esquerda brasileira, o ditador venezuelano Nicolás Maduro fez um apelo público ao povo do Brasil durante uma transmissão da emissora estatal VTV, na noite desta quinta-feira (05). Segurando um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Maduro convocou brasileiros a irem às ruas em solidariedade ao seu regime.

Povo do Brasil, às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e pela soberania”, declarou. Em seguida, reforçou a mensagem de união entre os países: “A vitória nos pertence. Viva a unidade do povo do Brasil, viva a unidade com o povo venezuelano”.

O venezuelano mencionou o Brasil ao agradecer pelo envio do boné do MST, movimento que mantém relações históricas com setores políticos ligados ao governo petista. A cena, amplamente compartilhada nas redes sociais venezuelanas, repercutiu também no Brasil, onde reacendeu debates sobre a proximidade entre o MST e governos latino-americanos alinhados à esquerda.

A fala ocorre em meio ao aumento das tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos. Nos últimos meses, forças militares americanas têm realizado operações contra embarcações no Caribe e no Pacífico, alegando que seriam usadas por organizações de narcotráfico. O governo Donald Trump acusa Maduro de liderar o chamado "Cartel de los Soles", supostamente integrado por altos oficiais venezuelanos envolvidos no tráfico internacional de drogas — acusação sistematicamente negada pelo regime chavista.

O discurso de Maduro reforça a estratégia de buscar apoio internacional diante do isolamento diplomático crescente e da crise interna que assola a Venezuela há anos. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre o apelo do ditador.

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