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Lula e Maduro mantêm telefonema sigiloso após conversa do venezuelano com Donald Trump

Segundo apuração de interlocutores próximos ao Planalto e a fontes venezuelanas, Lula teria manifestado “preocupação” com o avanço de movimentações militares norte-americanas na região, sinalizando ao presidente vizinho que o Brasil está disposto a colaborar para evitar uma escalada do conflito

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Lula e Maduro mantêm telefonema sigiloso após conversa do venezuelano com Donald Trump

Um telefonema sigiloso entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder venezuelano Nicolás Maduro movimentou discretamente os bastidores da diplomacia latino-americana na semana passada. A ligação, que não foi registrada nas agendas oficiais de nenhum dos dois governos, ocorreu logo após Maduro conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao crescente clima de tensão no Caribe.

Segundo apuração de interlocutores próximos ao Planalto e a fontes venezuelanas, Lula teria manifestado “preocupação” com o avanço de movimentações militares norte-americanas na região, sinalizando ao presidente vizinho que o Brasil está disposto a colaborar para evitar uma escalada do conflito. O petista teria sugerido, inclusive, atuar como mediador em um eventual canal de diálogo entre Trump e Maduro, ainda que o venezuelano não tenha mencionado, durante a conversa, os supostos ultimatos recebidos do governo americano para que deixe o poder.

A iniciativa brasileira não surgiu isoladamente. Antes do telefonema, o megaempresário brasileiro Joesley Batista, controlador da JBS e figura historicamente próxima do PT, esteve em Caracas para uma reunião reservada com Maduro. O encontro teria servido para reaproximar o líder venezuelano de Lula, com quem havia reduzido o fluxo de conversas diretas em meio ao agravamento das denúncias internacionais contra seu governo.

Maduro, que quase não deixa o território venezuelano há anos, teme ser detido caso viaje ao exterior. A lista de denúncias, acusações e pedidos de captura contra o ditador se ampliou significativamente, o que tem limitado suas tentativas de articulação diplomática fora do país. Propostas recentes de países como a Colômbia, que buscavam criar uma saída negociada para a crise, não avançaram, mas diversas nações continuam empenhadas em evitar um desfecho abrupto para o embate entre Caracas e Washington.

Apesar da discrição com que tratam o assunto, o telefonema entre Lula e Maduro revela que o Brasil tenta recuperar protagonismo regional e atuar como ponto de equilíbrio diante da deterioração do cenário político e militar no entorno venezuelano. Ainda não há previsão de novos contatos formais, mas assessores presidenciais nos dois países reconhecem que a situação permanece volátil e que o diálogo direto pode voltar a ocorrer a qualquer momento.

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