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Lula culpa "super-ricos" pela desigualdade social no Brasil

O presidente também fez questão de reforçar sua crítica às elites brasileiras, afirmando que, ao longo dos últimos 500 anos, privilégios foram acumulados e transmitidos de geração em geração. Para Lula, o mais “vergonhoso” é que, em muitos casos, “o rico paga menos imposto de renda do que o trabalhador”

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Lula culpa "super-ricos" pela desigualdade social no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a adotar a narrativa do “nós contra eles” ao falar sobre desigualdade social e carga tributária no Brasil, durante pronunciamento em cadeia nacional realizado na noite desse domingo (30). Em um discurso de cerca de seis minutos, o petista anunciou que a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês começará a valer a partir de janeiro de 2026.

Ao explicar como o governo pretende compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção, Lula afirmou que a cobrança será direcionada aos chamados “super-ricos” — termo usado pela base governista para se referir a quem recebe mais de R$ 1 milhão por ano. Segundo o presidente, esse grupo, estimado por ele em cerca de 140 mil pessoas, “não paga nada de impostos”, argumento que sustentaria a necessidade de uma tributação mais elevada para financiar a renúncia fiscal voltada à classe média e aos trabalhadores.

Durante o pronunciamento, Lula classificou a “injustiça tributária” como a principal responsável pela desigualdade no país. No entanto, não mencionou os altos salários e benefícios recebidos por políticos, integrantes do Judiciário e ele próprio, que ultrapassam os R$ 46 mil mensais, tema frequentemente levantado por críticos quando se debate equidade tributária.

O presidente também fez questão de reforçar sua crítica às elites brasileiras, afirmando que, ao longo dos últimos 500 anos, privilégios foram acumulados e transmitidos de geração em geração. Para Lula, o mais “vergonhoso” é que, em muitos casos, “o rico paga menos imposto de renda do que o trabalhador”.

Em tom populista, o petista disse ainda que a isenção ampliada deve proporcionar um “alívio” no orçamento familiar, mencionando até mesmo que muitos brasileiros poderão comprar uma televisão maior para assistir à Copa do Mundo — declaração que gerou repercussão imediata nas redes sociais.

O pronunciamento ocorre em meio ao esforço do governo para aprovar medidas econômicas e recompor apoio no Congresso, que tem imposto sucessivas derrotas à gestão petista. A nova política de isenção, embora comemorada por parte da população, reacende o debate sobre responsabilidade fiscal, justiça tributária e a intensificação do discurso de confronto entre pobres e ricos.

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