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Lula classifica ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro como “afronta gravíssima à soberania”

Para Lula, a operação conduzida pelos EUA configura uma afronta direta ao direito internacional e abre um precedente perigoso nas relações entre países.

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Lula classifica ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro como “afronta gravíssima à soberania”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou publicamente, neste sábado (3), sobre os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida na madrugada, em Caracas. Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a ação como “inaceitável” e afirmou que o episódio representa uma grave violação à soberania de um Estado nacional. Aliado histórico do regime chavista, o presidente brasileiro condenou de forma contundente os bombardeios e a detenção de Maduro, a quem líderes da oposição e parte da comunidade internacional classificam como ditador. Para Lula, a operação conduzida pelos EUA configura uma afronta direta ao direito internacional e abre um precedente perigoso nas relações entre países. “O ataque à Venezuela viola o direito internacional e representa o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”, escreveu o presidente. Segundo ele, ações dessa natureza fragilizam os mecanismos multilaterais e ampliam riscos geopolíticos em escala global. Lula também defendeu uma reação firme da comunidade internacional diante do ocorrido. Em sua manifestação, o presidente cobrou uma atuação mais enérgica da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltando o papel do organismo na mediação de conflitos e na preservação da paz entre as nações. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, afirmou. Ao final da declaração, o chefe do Executivo brasileiro reiterou a posição oficial do Brasil contrária às ações militares e colocou o país à disposição para contribuir com uma saída diplomática. “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, concluiu Lula.

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