Política
Lula chama Flávio de traidor da Pátria após Trump considerar facções como grupos terroristas
Em discurso em Sergipe, Lula disse que ficou triste ao receber a notícia e que os Estados Unidos não podem tratar o Brasil como moleques e uma republiqueta”

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu a primeira declaração pública após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em discurso em Sergipe, Lula disse que ficou triste ao receber a notícia e que os Estados Unidos não podem tratar o Brasil como moleques e uma republiqueta”.
“Quer combater o crime organizado? Entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ser tratados como moleques, como se fosse uma republiqueta”, disse Lula, em uma cerimônia de investimentos da Petrobras em Laranjeiras (SE).
De acordo com Lula, o PCC e o CV praticam o terror nas comunidades onde operam e na sociedade brasileira e serão combatidos pelo governo federal sem interferência externa. Para isso, ele exaltou a aprovação da Lei Antifacção e exortou o Senado a aprovar a PEC da Segurança Pública.
Em recado a Trump, Lula disse também que o presidente norte-americano não pode brincar com a “soberania e a democracia brasileira”.
Lula também atacou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizendo que ele não sente vergonha em ser um “traidor da Pátria” e pedir uma intervenção dos Estados Unidos ao Brasil ao ter ido a Washington D.C, na última terça-feira, 26, defender a medida aplicada pelo Departamento de Estado dos EUA.
O presidente chegou a dizer que Joaquim Silvério dos Reis, personagem conhecido na historiografia brasileira por ser o traidor da Inconfidência Mineira (1788-1789), estaria envergonhado de Flávio Bolsonaro.
“Não tem vergonha na cara de trair a nossa Pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato à Presidência que vai nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou o presidente.
Ainda disparando ataques à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula declarou que se eles tivessem pedido uma intervenção dos Estados Unidos para prender milicianos, os integrantes do clã seriam presos no território norte-americano.
O presidente também afirmou que a movimentação bolsonarista se dá pelo fato de ele ser eleito presidente da República pela quarta vez em outubro: “Estão incomodados porque eles sabem que vou vencer a eleição outra vez”.
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