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Lula chama Flávio Bolsonaro de miliciano e diz que está cansado de ver ladrões acusando gente honesta

Presidente petista voltou a cobrar transparência do adversário após confronto na Band, em que os dois candidatos trocaram acusações de corrupção envolvendo até seus próprios familiares

Por Redação Diário ParaleloAtualizado em 19 de outubro de 2026 às 14:073 min de leitura
Lula diz que está cansado de ver ladrões acusando gente honesta.

O presidente Lula voltou a desafiar, nesta segunda-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos bancários e telefônicos para que sejam investigadas eventuais irregularidades envolvendo o patrimônio dos dois candidatos à Presidência da República. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, após o primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais, realizado na noite desse domingo (18), pela Band.

O confronto entre os presidenciáveis foi marcado por acusações mútuas de corrupção, ataques pessoais e questionamentos que envolveram até familiares dos dois candidatos. Em diversos momentos, o embate deixou em segundo plano a apresentação de propostas para o país, evidenciando o clima de tensão na disputa pelo Palácio do Planalto.

No vídeo publicado nesta segunda-feira, Lula afirmou estar cansado de acusações de corrupção sem a apresentação de provas e defendeu que os candidatos autorizem o acesso a informações financeiras e telefônicas para esclarecer as suspeitas levantadas durante a campanha eleitoral.

"Estou cansado de ver ladrões e milicianos acusando gente honesta", declarou o presidente, ao justificar o desafio feito ao adversário.

O petista afirmou que está disposto a preparar autorizações para a abertura de seus próprios dados bancários e dos filhos, desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo, incluindo informações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros integrantes da família.

Lula também questionou a origem dos recursos utilizados pelo senador na aquisição de um imóvel de alto valor. O presidente insinuou que o patrimônio do adversário merece esclarecimentos, especialmente diante da remuneração recebida por ocupantes de cargos públicos. A declaração, entretanto, não comprova a existência de irregularidade na aquisição.

Durante o debate de domingo, Flávio Bolsonaro dirigiu críticas ao governo petista e levantou suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. O senador também mencionou investigações e denúncias de corrupção para questionar a atuação do PT e de integrantes do governo.

Lula, por sua vez, cobrou explicações de Flávio sobre episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, além de questionar relações políticas e financeiras do adversário e de integrantes da família Bolsonaro.

As declarações provocaram uma sequência de ataques e respostas, com ambos tentando associar seus adversários a supostos esquemas de corrupção. As acusações apresentadas no debate, contudo, não devem ser confundidas com comprovação judicial de responsabilidade pelos fatos mencionados.

Ao ser confrontado durante o debate, Flávio Bolsonaro afirmou que não tem nada a esconder e declarou que seus bens estão informados à Receita Federal. O senador também acusou Lula de supostamente movimentar recursos financeiros fora das contas bancárias oficiais, sem apresentar comprovação durante o confronto.

Apesar da resposta, Flávio não confirmou expressamente que aceitaria abrir seus sigilos bancários e telefônicos nos termos propostos pelo presidente.

Nesta segunda-feira, Lula intensificou a cobrança e estabeleceu o prazo de uma semana para que o adversário se manifeste sobre o desafio, antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

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