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Jerônimo tem até março para "provar" ao PT que tem condições de disputar a reeleição

A ala mais pragmática do partido avalia que Rui Costa reúne maior capacidade eleitoral, histórico de gestão consolidado e articulação política para manter a hegemonia petista no estado

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo tem até março para "provar" ao PT que tem condições de disputar a reeleição

A situação política do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), tem gerado crescente preocupação dentro da cúpula petista. Com altos índices de rejeição e dificuldade para elevar sua popularidade, o chefe do Executivo baiano tem até março de 2026 para convencer o partido de que reúne condições reais de disputar a reeleição.

Nos bastidores, dirigentes do PT admitem que o desempenho de Jerônimo tem ficado aquém do esperado. Avaliações internas indicam que o governador enfrenta resistência não apenas entre adversários, mas também dentro de sua própria base de apoio, que reclama de falta de responsabilidade, dificuldade em reconhecer erros e posicionamentos considerados desastrosos. As declarações recentes, classificadas por aliados como polêmicas e carregadas de animosidade contra opositores, agravaram o cenário.

Diante desse quadro, o PT já trabalha com a possibilidade de substituição. O nome mais cotado para assumir a candidatura é o do ex-governador Rui Costa, atual ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula. Rui mira uma vaga no Senado em 2026, mas interlocutores afirmam que ele está sendo tratado como plano B para a disputa ao governo, caso Jerônimo não consiga reverter sua trajetória negativa nos próximos meses.

A ala mais pragmática do partido avalia que Rui Costa reúne maior capacidade eleitoral, histórico de gestão consolidado e articulação política para manter a hegemonia petista no estado. Além disso, sua eventual candidatura preservaria a aliança estratégica com o senador Ângelo Coronel (PSD), vista como fundamental para o projeto do grupo no próximo pleito.

Enquanto isso, a pressão sobre Jerônimo aumenta. A exigência do partido é clara: demonstrar crescimento consistente, recuperar apoio dentro da base e reduzir a rejeição. Caso contrário, o PT poderá oficializar, já no primeiro trimestre de 2026, uma mudança de rumo para tentar preservar a liderança política na Bahia.

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