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Jerônimo "pegar ar" mais uma vez e diz que não culpou prefeitos pelo aumento na fila da regulação

Na quinta-feira (04), ao comentar o relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/BA), Jerônimo afirmou: “Se o município fizer bem feito, muita gente não vai precisar ir para um hospital de alta complexidade.” A declaração foi interpretada como uma tentativa de transferir aos municípios a responsabilidade pelo aumento expressivo do tempo de espera na regulação

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo "pegar ar" mais uma vez e diz que não culpou prefeitos pelo aumento na fila da regulação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), protagonizou mais uma controvérsia nesta sexta-feira (05) ao negar que tenha culpado os prefeitos e prefeitas do estado pelo crescimento da fila da regulação. A declaração ocorre um dia após o próprio governador afirmar que a qualidade do atendimento prestado nos municípios poderia reduzir a demanda por hospitais de média e alta complexidade, o que gerou forte reação negativa entre gestores municipais.

Na quinta-feira (04), ao comentar o relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/BA), Jerônimo afirmou: “Se o município fizer bem feito, muita gente não vai precisar ir para um hospital de alta complexidade.” A declaração foi interpretada como uma tentativa de transferir aos municípios a responsabilidade pelo aumento expressivo do tempo de espera na regulação.

O documento do TCE aponta que, entre 2019 e 2024, houve um crescimento de 213% no tempo médio de espera para pacientes que aguardam regulação na Bahia — um salto que aprofundou a crise no acesso a procedimentos e internações, especialmente aqueles de maior complexidade.

Diante da repercussão da fala, Jerônimo voltou atrás nesta sexta-feira e afirmou que não culpou os prefeitos, classificando a interpretação como mais um “fake”. A negativa, no entanto, gerou ainda mais estranhamento entre lideranças políticas e observadores, que destacam a contradição entre o que foi dito na véspera e a nova versão apresentada pelo governador.

Prefeitos e prefeitas do interior contestaram a postura de Jerônimo, argumentando que o governo estadual tem responsabilidade direta sobre a regulação de média e alta complexidade, bem como sobre a insuficiência de leitos e a demora na execução de exames essenciais. Para os gestores, a tentativa de transferir a responsabilidade ignora problemas estruturais na rede estadual.

Com a pressão crescente e o relatório do TCE repercutindo em Brasília e no interior, o episódio adiciona mais um capítulo às tensões entre o governo do estado e os municípios — e evidencia um desgaste político que tende a se intensificar diante do descompasso entre discurso e realidade.

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