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Jerônimo evita fotos com deputado após nome do parlamentar aparecer em auditoria da CGU em possível esquema com emendas

A auditoria aponta que R$ 4,36 milhões em emendas individuais foram direcionados à reforma de 32 colônias de pescadores na Bahia

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo evita fotos com deputado após nome do parlamentar aparecer em auditoria da CGU em possível esquema com emendas

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), evitou aparecer ao lado do deputado federal Raimundo Costa (Podemos-BA) durante agenda oficial realizada nesse sábado (29), na cidade de Cairu. A postura discreta do petista chamou atenção porque, diferentemente de outras visitas à região, Jerônimo não posou para fotos com o parlamentar, considerado um aliado político em diversas ocasiões.

O distanciamento ocorre após a revelação de que Raimundo Costa teve o nome citado em um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas pelo deputado. Segundo o documento, que será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Flávio Dino, parte dos recursos enviados por Costa beneficiou diretamente a federação de pescadores que ele próprio presidiu.

A auditoria aponta que R$ 4,36 milhões em emendas individuais foram direcionados à reforma de 32 colônias de pescadores na Bahia. Contudo, a CGU identificou que a entidade utilizou parte dos recursos para contratar serviços de arquitetura e engenharia de uma empresa ligada à esposa de um ex-chefe de gabinete do parlamentar. O relatório sugere indícios de superfaturamento no contrato.

O caso expôs desconforto entre aliados e gerou repercussão no meio político baiano. A ausência deliberada de Jerônimo em registros ao lado de Raimundo Costa em Cairu foi interpretada como uma tentativa de evitar associação direta com o parlamentar no momento em que as suspeitas ganham repercussão nacional.

Embora o governador não tenha comentado publicamente o episódio, interlocutores afirmam que a recomendação dentro do governo é de cautela diante do avanço das investigações. Costa, por sua vez, ainda não se pronunciou formalmente sobre o conteúdo do relatório da CGU.

O envio do documento ao STF pode abrir caminho para aprofundamento das apurações sobre o suposto favorecimento e o eventual superfaturamento nos serviços contratados pela federação vinculada ao deputado. O caso deve seguir em análise nos próximos meses.

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