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Jerônimo critica oposição após derrota em votação do 22º empréstimo e diz que “há um grupo que não quer ver a Bahia se desenvolver”

O empréstimo derrubado faz parte de uma série de operações de crédito solicitadas pelo governo. Ao todo, Jerônimo já endividou o estado em cerca de R$ 25 bilhões, considerando os pedidos acumulados desde o início do seu mandato

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo critica oposição após derrota em votação do 22º empréstimo e diz que “há um grupo que não quer ver a Bahia se desenvolver”

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou a oposição após a derrubada da votação que autorizaria seu 22º pedido de empréstimo. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (01), no Parque de Exposições de Salvador, onde o petista demonstrou irritação com o desfecho da sessão da última quarta-feira (26). A votação foi suspensa após uma articulação do deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), um dos principais nomes da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Chateado com o impasse, Jerônimo afirmou que a movimentação da oposição tem como objetivo travar novas ações do governo estadual. “A disputa é essa: tem um grupo que não quer ver a Bahia desenvolver, crescer, fazer investimentos. Então a disputa está nesse ano e nós vamos continuar até o dia 15 de dezembro, que acho aproximadamente é quando estará funcionando a Assembleia, dialogar com as bancadas, dialogar com a liderança e a presidência da Assembleia para poder afinar o que é que temos que ajustar”, disse o governador.

O empréstimo derrubado faz parte de uma série de operações de crédito solicitadas pelo governo. Ao todo, Jerônimo já endividou o estado em cerca de R$ 25 bilhões, considerando os pedidos acumulados desde o início do seu mandato. Mesmo assim, o petista afirma que todos os projetos encaminhados ao Legislativo têm caráter exclusivamente público. “Não irá nenhum projeto de interesse pessoal ou de empresas, não irá. Então o que eu envio para lá é de interesse do Estado”, garantiu.

Nos bastidores, aliados reconhecem que a derrota foi simbólica e acendeu um alerta no Palácio de Ondina, que agora tenta reorganizar a base governista para evitar novos reveses. A oposição, por sua vez, argumenta que o governo tem recorrido a empréstimos em excesso e sem apresentar garantias claras sobre a destinação dos recursos.

Com a proximidade do encerramento das atividades legislativas, a votação sobre o novo empréstimo deve seguir na pauta das negociações entre governo e Assembleia nas próximas semanas.

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