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Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilo e promete ir às últimas consequências

Senador exige abertura de sigilos de pessoas próximas ao presidente e questiona como Lula poderia apresentar registros telefônicos sem possuir aparelho próprio.

Por Redação Diário ParaleloAtualizado em 22 de outubro de 2026 às 12:003 min de leitura
Flávio Bolsonaro aceita desafio sobre sigilo imposto por Lula.

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nessa quarta-feira, (21), que aceitará o desafio lançado pelo presidente Lula (PT) para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. Entretanto, o parlamentar deixou claro que pretende ampliar o alcance da medida, exigindo também a divulgação de informações de pessoas próximas ao petista.

Durante um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, Flávio demonstrou disposição para aprofundar o confronto com o adversário.

"Só que eu não só vou aceitar o desafio como eu vou levar até as últimas consequências", declarou o senador.

A manifestação ocorreu após Lula desafiar publicamente o adversário, durante o debate presidencial promovido pela Band, no domingo (18), a permitir a divulgação de informações financeiras e telefônicas de ambos e de seus familiares.

Um dos momentos mais contundentes do discurso de Flávio Bolsonaro foi a revelação de que Lula não utilizava telefone celular próprio.

O senador questionou como o presidente poderia propor a abertura de seu sigilo telefônico caso suas comunicações fossem realizadas por intermédio de outras pessoas.

"Você não tem celular, sabe quem recebe as ligações com você? O Marcola. O Lula tem o Marcola lá do lado dele", afirmou Flávio.

O parlamentar se referia a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República, que atuava como um dos interlocutores de pessoas interessadas em estabelecer contato com Lula.

Flávio condicionou a divulgação de suas próprias informações à abertura do sigilo telefônico do ex-assessor presidencial.

A declaração chama atenção por levantar uma questão sobre a forma como o chefe do Executivo mantém suas comunicações pessoais e políticas. Entretanto, o fato de não possuir telefone próprio não significa, por si só, qualquer irregularidade, nem comprova tentativa de ocultar conversas.

A afirmação de Flávio ganhou um desdobramento ainda na noite de quarta-feira (21), quando Lula confirmou publicamente que nunca havia tido um telefone celular.

Durante um ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente anunciou que havia recebido um aparelho de presente do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

"Eu nunca tive um celular, agora ganhei um celular do governador do Piauí", afirmou Lula.

O presidente declarou que começaria a utilizar o aparelho para participar do canal de mobilização digital de sua campanha, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A confirmação reforça a informação apresentada por Flávio sobre o hábito do presidente de não utilizar celular próprio até então, mas não esclarece quais registros telefônicos poderiam ser disponibilizados por meio de seus interlocutores.

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