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Erika Hilton reage a processo no Conselho de Ética e diz ser alvo de perseguição: “Querem me cassar”

Deputada do PSOL afirma que pode perder o mandato após processo avançar na Câmara; representação foi aberta por postagem com as expressões “imbeCIS” e “podem latir”

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Erika Hilton reage a processo no Conselho de Ética e diz ser alvo de perseguição: “Querem me cassar”

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu nas redes sociais ao avanço do processo disciplinar que pode resultar na cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados. Em um vídeo publicado em seus perfis nas redes sociais, a parlamentar foi direta ao comentar a situação: “Sim, querem me cassar”.

Erika afirmou ainda que poderá perder o mandato e sofrer consequências eleitorais pelos próximos anos. A manifestação acontece depois de o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara aprovar, por 10 votos a 5, o prosseguimento da Representação nº 8/2026, apresentada pelo Partido Missão.

O processo tem origem em uma publicação feita por Erika Hilton em março, logo após sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Na ocasião, ao responder às críticas que recebeu, a parlamentar escreveu que não se importava com a opinião de “transfóbicos e imbeCIS”. Na mesma publicação, utilizou ainda as expressões “esgoto da sociedade” e “podem espernear. Podem latir”.

Para o Partido Missão, autor da representação, o trocadilho “imbeCIS”, com destaque para a expressão “cis”, teria sido uma ofensa dirigida às mulheres cisgênero. O partido também interpreta a utilização do verbo “latir” como uma forma de desumanização e sustenta que a conduta pode configurar quebra de decoro parlamentar. A legenda pede a aplicação da pena máxima, com perda do mandato.

Erika Hilton apresenta interpretação completamente diferente. Segundo sua defesa, o termo “imbeCIS” não foi direcionado às mulheres cisgênero de maneira geral, mas especificamente às pessoas que, segundo ela, estavam promovendo ataques transfóbicos. A deputada afirma também que a referência a “latir” era destinada aos seus adversários políticos, e não às mulheres.

No novo vídeo, a parlamentar elevou o tom e classificou o processo como uma tentativa de retirá-la da vida política. Erika argumenta que a acusação estaria baseada em uma versão falsa de suas declarações e lembra que uma ação judicial movida anteriormente em razão da mesma postagem foi rejeitada.

A decisão judicial, entretanto, não encerra automaticamente o processo dentro da Câmara. A ação civil e a apuração por quebra de decoro possuem naturezas diferentes. Além disso, a decisão da Justiça ocorreu sem julgamento do mérito da acusação, segundo informações divulgadas sobre o processo.

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