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Desaprovação de Lula chega a 52,9% e dispara entre jovens e eleitores de baixa renda, aponta AtlasIntel

Pesquisa acende sinal de alerta para campanha de reeleição: rejeição chega a 76,9% entre eleitores de 16 a 24 anos e supera 60% entre quem recebe até R$ 2 mil; apesar do desgaste, presidente continua liderando a corrida eleitoral

Por Redação Diário Paralelo3 min de leitura
Desaprovação de Lula chega a 52,9% e dispara entre jovens e eleitores de baixa renda, aponta AtlasIntel

A pouco mais de um mês da eleição presidencial, o presidente Lula enfrenta um sinal de alerta que vai além da disputa direta contra seus adversários. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, (31), aponta que 52,9% dos brasileiros desaprovam o presidente, enquanto 45,4% aprovam sua atuação.

Em julho, a desaprovação estava em 51% e a aprovação em 48%. Isso significa que, em apenas um mês, a avaliação negativa avançou 1,9 ponto percentual, enquanto a positiva caiu 2,6 pontos. Outros 1,7% não souberam responder.

O número nacional já representa um cenário desconfortável para um presidente candidato à reeleição. Entretanto, os recortes internos da pesquisa revelam um problema potencialmente ainda maior para a campanha petista.

O dado mais impressionante aparece entre os eleitores de 16 a 24 anos.

Em julho, 42,7% dos integrantes dessa faixa etária desaprovavam Lula. Agora, o percentual chegou a 76,9%.

É um salto de 34,2 pontos percentuais em apenas um mês.

Por se tratar de um recorte específico da amostra, a variação precisa ser analisada com cautela. Ainda assim, a dimensão da mudança chama atenção e representa um desafio importante para uma campanha que precisa disputar o voto de uma geração fortemente conectada às redes sociais e menos vinculada às estruturas partidárias tradicionais.

O dado também ganha relevância porque mostra que o desgaste do presidente não está restrito aos setores do eleitorado historicamente identificados com a oposição.

Outro resultado particularmente preocupante para o Palácio do Planalto aparece entre os brasileiros de menor renda.

Entre os entrevistados que recebem até R$ 2 mil mensais, a desaprovação ao presidente passou de 43,7% em julho para 61,1% em agosto. São 17,4 pontos percentuais de crescimento.

Politicamente, esse talvez seja um dos números mais importantes do levantamento.

As camadas de menor renda constituem historicamente uma parcela central da sustentação eleitoral de Lula e do PT. Uma deterioração expressiva justamente nesse segmento pode indicar dificuldades para o governo em transformar políticas públicas, programas sociais e discurso econômico em percepção positiva na vida cotidiana do eleitor.

Não significa, necessariamente, que esses eleitores tenham migrado para um adversário. Desaprovar Lula e votar contra Lula são comportamentos diferentes. Mas uma base insatisfeita aumenta a vulnerabilidade eleitoral do presidente e abre espaço para a oposição disputar votos que anteriormente pareciam mais seguros para o petismo.

A pesquisa também identificou aumento de aproximadamente quatro pontos percentuais na desaprovação entre as mulheres.

No Sudeste, região que concentra o maior número de eleitores do país, a avaliação negativa passou de 53,4% para 57,5% entre julho e agosto.

São resultados importantes porque mostram que a deterioração aparece simultaneamente em diferentes segmentos do eleitorado.

A avaliação específica do governo também permanece negativa. Segundo a Atlas/Bloomberg, 51,1% classificam a atual administração como ruim ou péssima, enquanto 37% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 11,9% avaliam a gestão como regular.

A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.014 eleitores entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro geral informada é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026.

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