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Deputada de extrema-esquerda perde escolta da Câmara após usar equipe de segurança para entrar em áreas violentas no Rio de Janeiro

De acordo com a justificativa apresentada pelo Departamento de Polícia Legislativa, a escolta institucional não atua em comunidades enquadradas como de elevado risco em razão de protocolos de segurança operacional voltados à proteção dos próprios agentes e da integridade da missão

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Deputada de extrema-esquerda perde escolta da Câmara após usar equipe de segurança para entrar em áreas violentas no Rio de Janeiro

A Câmara dos Deputados determinou a restrição do serviço de escolta prestado pela Polícia Legislativa à deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), após a parlamentar utilizar a proteção institucional durante compromissos realizados em localidades classificadas pelo Departamento de Polícia Legislativa (Depol) como de "altíssimo risco", entre elas o Complexo da Maré e o bairro de Paciência, no Rio de Janeiro.

De acordo com a justificativa apresentada pelo Departamento de Polícia Legislativa, a escolta institucional não atua em comunidades enquadradas como de elevado risco em razão de protocolos de segurança operacional voltados à proteção dos próprios agentes e da integridade da missão. O órgão argumenta que o serviço possui limitações técnicas e operacionais para atuar em determinadas áreas.

A decisão provocou reação da parlamentar, que contestou os motivos apresentados pela Câmara. Segundo Talíria, todas as visitas ocorreram no cumprimento de atividades oficiais do mandato, incluindo uma audiência pública aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da própria Câmara dos Deputados, além de eventos promovidos pelo Governo Federal e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em nota, a deputada afirmou que a medida compromete o exercício da atividade parlamentar em territórios populares e questionou a restrição imposta pela Polícia Legislativa.

"Agora eu não posso ir à favela encontrar lideranças comunitárias ou participar de uma audiência pública aprovada pela Câmara?", declarou.

Enquanto a Câmara sustenta que a restrição decorre exclusivamente de critérios técnicos de segurança operacional, a deputada afirma que a decisão dificulta o contato direto de representantes eleitos com comunidades que fazem parte de sua base de atuação política.

Segundo informações divulgadas pela Câmara, Talíria continua contando com escolta da Polícia Legislativa Federal, porém o serviço passa a observar as restrições operacionais estabelecidas pelo Departamento de Polícia Legislativa para deslocamentos a localidades consideradas de "altíssimo risco".

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