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Conselho de Ética mantém processo contra Erika Hilton e caso que pode levar à cassação avança na Câmara

Por 10 votos a 5, colegiado considerou admissível representação por suposta quebra de decoro; decisão não significa cassação e processo ainda passará por defesa, produção de provas e análise de mérito

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Conselho de Ética mantém processo contra Erika Hilton e caso que pode levar à cassação avança na Câmara

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu dar prosseguimento ao processo disciplinar contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em votação realizada nessa terça-feira (11), o colegiado aprovou, por 10 votos a 5, o parecer preliminar favorável à admissibilidade da representação apresentada pelo Partido Missão.

A decisão mantém vivo um processo que, em seu desfecho mais severo, poderá resultar na perda do mandato da parlamentar. A votação realizada pelo Conselho, entretanto, não representa uma cassação nem uma condenação de Erika Hilton. Nesta etapa, os deputados decidiram apenas que existem elementos suficientes para que a denúncia continue sendo analisada.

A representação, registrada como REP 8/2026, acusa Erika Hilton de suposta quebra de decoro parlamentar por causa de uma publicação feita pela deputada na rede social X, em março deste ano, depois de críticas provocadas por sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O processo foi instaurado em 29 de abril e tem como relator o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Na postagem que originou a denúncia, Erika reagiu de maneira agressiva aos críticos de sua eleição para o comando da comissão, empregando expressões depreciativas e afirmando que não estava preocupada com a reação dos opositores. O Partido Missão entendeu que as declarações ultrapassaram os limites da manifestação política e configurariam quebra de decoro parlamentar.

O relator Cabo Gilberto Silva concordou, em análise preliminar, que a representação deveria continuar tramitando. Seu parecer pela admissibilidade havia sido apresentado em junho e acabou aprovado nesta terça-feira pelo Conselho.

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