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Com medo da "avalanche" Vorcaro, Lula evitar comentar polêmica envolvendo banqueiro e Flávio Bolsonaro

O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que é senador e pré-candidato à Presidência da República, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Com medo da "avalanche" Vorcaro, Lula evitar comentar polêmica envolvendo banqueiro e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro é um "caso de polícia", ao ser questionado sobre as conversas entre Flávio e Vorcaro envolvendo o financiamento de um filme sobre o ex-presidenteJair Bolsonaro (PL).

"Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? [Lula se volta a quem o acompanhava] Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunta como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar da Petrobras e tratar do emprego", disse Lula.

O presidente deu a declaração em uma visita a uma fábrica de fertilizantes da Petrobas em Camaçari, na Bahia.

O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que é senador e pré-candidato à Presidência da República, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal "Intercept Brasil", que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado.

Segundo o Intercept, Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse" entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

O senador foi questionado na tarde desta quarta-feira (13) por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas respondeu apenas que se trata de "dinheiro privado".

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