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Após alta rejeição em pesquisa, Jerônimo tenta criar narrativa de que ACM Neto "não gosta de pobre"

Em declarações feitas nesta quarta-feira, o governador afirmou que ACM Neto “não gosta de pobre”, “não anda em meios populares” e voltou a associar o ex-prefeito ao antigo coronelismo baiano, citando diretamente seu avô, Antônio Carlos Magalhães

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Após alta rejeição em pesquisa, Jerônimo tenta criar narrativa de que ACM Neto "não gosta de pobre"

Após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral nesta quarta-feira (26), revelando amplo favoritismo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto na disputa pelo Governo da Bahia em 2026 — e, simultaneamente, altos índices de rejeição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) — aliados do Palácio de Ondina passaram a intensificar uma narrativa já conhecida no meio político baiano: a de que Neto “não gosta de pobre” e de que seus encontros políticos seriam formados majoritariamente por “homens brancos”.

A formulação desse discurso, embora repetida agora por Jerônimo, não é inédita. A estratégia foi inicialmente articulada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, hoje um dos principais operadores políticos do governador. Desde então, o enredo vem sendo replicado de forma massiva pela base governista, especialmente após o impacto negativo do levantamento divulgado nesta quarta-feira.

A tática, amplamente utilizada pelo PT ao longo dos últimos anos, busca dividir o eleitorado em recortes sociais, estabelecendo uma falsa dicotomia entre quem vota em ACM Neto — supostamente “branco e rico” — e quem apoia o PT — descrito como “preto e pobre”. Especialistas apontam que esse tipo de narrativa, já desgastada e vista como ultrapassada por parte do eleitorado, tenta influenciar sobretudo setores menos informados, criando uma cortina artificial de conflito social.

Visivelmente incomodado pelos números da pesquisa, Jerônimo Rodrigues reforçou a retórica horas após o levantamento vir a público. Em declarações feitas nessa quarta-feira, o governador afirmou que ACM Neto “não gosta de pobre”, “não anda em meios populares” e voltou a associar o ex-prefeito ao antigo coronelismo baiano, citando diretamente seu avô, Antônio Carlos Magalhães.

A escalada do discurso ocorre num momento em que o governo enfrenta desgaste político crescente, impulsionado por problemas administrativos e pela percepção negativa captada nos últimos levantamentos. Para analistas, a insistência de Jerônimo em recorrer à mesma fórmula de ataques ideológicos revela não apenas a preocupação do governador com o avanço de Neto, mas também a dificuldade de apresentar uma narrativa própria capaz de reverter a tendência atual.

Enquanto isso, ACM Neto mantém agenda pública com aliados e segue crescendo entre diferentes segmentos do eleitorado, segundo a pesquisa divulgada nesta quarta. A reação do governador, considerada por observadores como um “sinal claro de desconforto”, indica que o clima político na Bahia deve seguir tensionado nos próximos meses, especialmente à medida que o PT intensifica o discurso identitário para tentar conter a ascensão do adversário.

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