O cantor Wesley Safadão se manifestou, na noite desse domingo (03), sobre as críticas envolvendo os altos cachês recebidos em apresentações contratadas por prefeituras. Em tom direto, o artista afirmou que não há qualquer irregularidade nos contratos firmados e destacou que a decisão de contratação parte exclusivamente dos gestores públicos.
“Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, declarou o cantor.
Safadão também reforçou que não há imposição por parte de sua equipe para a realização dos shows. “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar”, acrescentou, ao rebater o que classificou como uma interpretação equivocada sobre o tema.
A fala surge como resposta direta às acusações feitas por Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão. Em vídeo publicado no último dia 21 de março, Renan criticou duramente o artista, classificando-o como o “novo ícone da corrupção”.
Na gravação, o ativista afirmou que o cantor estaria à frente de um “esquema bizarro” envolvendo contratos milionários com prefeituras de municípios de menor porte, especialmente no Nordeste. “O cantor lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele. Somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de 52 milhões de reais”, disse.
As declarações, no entanto, tiveram desdobramentos na Justiça. Uma decisão judicial determinou a retirada do vídeo das redes sociais de Renan Santos, bem como de outros conteúdos considerados ofensivos ao cantor. A medida também proíbe novas publicações com teor semelhante, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Comentários: