Pouco mais de um mês após ter sido alvo de uma ação da Polícia Federal, quando teve seu celular apreendido no aeroporto de Salvador, o nome do deputado federal, Dal Barreto, voltou a entrar no radar da PF. É que uma imagem registrada pela PF mostra uma série de anotações encontradas na sede da Refit, alvo da Operação Poço de Lobato, no Rio de Janeiro.
A empresa é considerada uma das maiores devedoras de tributos da União e dos estados, e, segundo a Receita Federal, movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano por meio de estruturas empresariais próprias e offshores.
O nome do deputado aparece em anotações feitas em uma das janelas de vidro da empresa e a PF ainda não sabe o motivo. A suspeita, por ora, é de que ele possa ter sido listado como possível concorrente comercial da empresa, e não como participante de qualquer atividade da refinaria. Além do nome dele, aparece também o do empresário Jailson Ribeiro, dono da rede Jau.
Ricardo Magro, dono da Refit, tentava entrar no mercado de combustíveis da Bahia, justamente onde Dal tem forte atuação. “Eu não conheço ninguém que eu saiba que tem algum envolvimento com Refit. Nunca fiz nenhum negócio com essa empresa, até porque eles falaram em refinaria. Eu tenho um posto revendedor. Eu entendo que eles só podem vender para a distribuidora, para a distribuidora vender para a gente. Então, eu só compro combustível nas distribuidoras, quase sempre na Shell, porque tenho um contrato com a Shell. Não sei por que meu nome estava lá", disse Dal.
O nome de Dal Barreto aparece anotado nas janelas do escritório da Refit, mas o deputado não foi alvo da Operação Poço de Lobato. Ele é investigado em outra frente: a sexta fase da Operação Overclean, deflagrada pela Polícia Federal na Bahia.

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