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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Kassab "rifa" PSD e permite que partido decida quem apoiar nos estados

“Vai ter quem apoia o Lula, vai ter quem apoia o Caiado, vai ter quem apoia o Flávio. Enquanto houver coligação majoritária no Brasil, vai ser essa salada”, falou Kassab no evento J. Safra Macro Day.

Kassab
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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nessa segunda-feira, (30), esperar que quadros do partido apoiem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), em vez do candidato da sigla à Presidência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

“Vai ter quem apoia o Lula, vai ter quem apoia o Caiado, vai ter quem apoia o Flávio. Enquanto houver coligação majoritária no Brasil, vai ser essa salada”, falou Kassab no evento J. Safra Macro Day.

A declaração foi dada ao comentar o apoio do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a Lula e não ao candidato de seu partido. “Alexandre Silveira era presidente do PSD em Minas Gerais, ele deixa a presidência para o deputado estadual Cássio Soares, que conduz o partido para apoiar o atual vice-governador, hoje governador, Matheus Simões, no campo antagônico ao Lula. Então, acho que o Alexandre Silveira foi ético, ele apoiou o Lula, está no governo, se afasta do partido”, continuou.

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Kassab afirmou que o “Brasil vai ser melhor se Caiado for o presidente” e que o governador tem “energia”: “Caiado tem coragem, tem energia, tem experiência para entender o quanto é importante ter esse compromisso. Acho que ele tem história para mostrar que se assumir esse compromisso, quando vencer, vai promovê-lo”, falou, referindo-se a possíveis mudanças no Judiciário.

Ainda sobre o partido, Kassab minimizou a importância de uma possível desvantagem de Caiado em relação aos palanques estaduais de Flávio e de Lula: “Em eleições anteriores, era muito relevante o candidato a presidente ter o palanque físico regional, pelo mesmo motivo que citei agora há pouco: porque precisava ter uma estrutura para levar o material, para fazer a visita, o cabo eleitoral, o deputado federal. Não que isso não seja importante, mas não é mais tão importante. O candidato a presidente, ele fala com todo o Brasil nas redes sociais todo dia”, disse.

Kassab defendeu alterações no modelo eleitoral e disse ser favorável ao voto distrital, ou seja, aquele em que o território é dividido em áreas geográficas menores, e cada uma elege seus próprios representantes. Segundo ele, esse modelo corrigiria atuais distorções causadas por candidatos famosos e seria uma “cláusula pétrea” para a sigla ganhar as eleições.

“Não tem nenhum sentido não implantar o voto distrital no Brasil. Todos estamos percebendo que o nosso Legislativo – seja nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional – cada vez mais a presença – e isso é por conta das redes sociais – das celebridades, dos atletas, das lideranças religiosas, dos youtubers, ela é crescente. Eu não tenho nada contra essas pessoas, mas a grande maioria não tem a menor vocação para a vida pública”, falou.

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