O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), encaminhou nesta sexta-feira, (12), à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) mais um pedido de autorização para contratação de empréstimo. Trata-se da 23ª solicitação de crédito enviada pelo atual governo desde 2023. Com o novo aporte, no valor de R$ 720 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o montante total de financiamentos pleiteados pela gestão petista se aproxima dos R$ 28 bilhões.
De acordo com o governo estadual, os recursos pretendidos serão destinados a investimentos em infraestrutura física nas áreas de educação e saúde em diversos municípios baianos. A administração afirma que o objetivo é fortalecer o desenvolvimento social do estado, com foco na ampliação e modernização de equipamentos públicos considerados estratégicos.
O ritmo acelerado de endividamento, porém, tem gerado críticas crescentes. Além da oposição na AL-BA, que acusa o governo de comprometer o futuro das finanças estaduais, parte expressiva da população baiana também demonstra preocupação. Avaliações recorrentes nas redes sociais e em declarações de lideranças políticas apontam que Jerônimo estaria conduzindo o estado para uma dívida considerada por muitos como “impagável”, com potencial de impactar negativamente o equilíbrio fiscal em médio e longo prazo.
Parlamentares oposicionistas argumentam que o governo não tem apresentado resultados proporcionais ao volume de crédito contratado, e cobram mais transparência quanto à execução dos recursos. Eles também alertam que o crescimento da dívida pública poderá limitar a capacidade de investimento de futuras gestões, além de gerar pressão sobre áreas essenciais do orçamento.
Enquanto isso, o Executivo estadual sustenta que os financiamentos são fundamentais para garantir obras estruturantes e acelerar programas sociais, reforçando que a Bahia mantém capacidade de pagamento e indicadores de solvência considerados adequados pelos agentes financeiros.
A proposta seguirá agora para análise das comissões e apreciação em plenário na AL-BA. O cenário indica mais um capítulo de embate político em torno da política de endividamento adotada pela atual gestão.

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