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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

Notícias/Política

Jerônimo Rodrigues causa indignação ao afirmar que pediu para manter pacientes em corredores de hospitais

A postura foi interpretada como uma tentativa de transferir responsabilidades e minimizou, segundo críticos, a gravidade da superlotação que atinge diversas unidades do estado

Jerônimo Rodrigues causa indignação ao afirmar que pediu para manter pacientes em corredores de hospitais
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Uma declaração do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repercutiu de forma negativa nas redes sociais e reacendeu críticas sobre a situação da saúde pública no estado. Durante agenda institucional realizada nesta sexta-feira, (14), em Santo Antônio de Jesus, o chefe do Executivo baiano afirmou que orientou a secretária estadual de Saúde, Roberta Santana, a permitir que pacientes permanecessem nos corredores de unidades hospitalares, mesmo diante das denúncias de superlotação.

O comentário, classificado por internautas como “bizarro” e “desrespeitoso”, viralizou rapidamente e se tornou alvo de duras críticas de baianos que convivem diariamente com a precariedade na regulação e na oferta de leitos.

Em seu discurso, Jerônimo relatou que, ao solicitar informações sobre a situação da regulação no Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, recebeu da secretária a confirmação de que havia pacientes nos corredores. Segundo ele, a resposta foi no sentido de manter a situação como estava:

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“Quando eu vejo, no final de semana, que eu peço o relatório à secretária Roberta: ‘Roberta, como é que está hoje a regulação?’ — ‘Governador, tem gente nos corredores do Clériston Andrade.’ Eu falei: ‘Deixe. Pede para o Ministério Público vir me consultar’”, declarou.

A fala provocou forte reação pública, já que, para muitos, o governador tratou com naturalidade um problema antigo e grave da saúde estadual: a lotação de hospitais e o acúmulo de pacientes à espera de atendimento em macas improvisadas.

Além disso, Jerônimo fez críticas a prefeitos e até mesmo aos pacientes, afirmando que muitos deles não deveriam estar “ali” — referindo-se aos hospitais de maior complexidade — mas sim em unidades de saúde básicas, UPAs ou hospitais municipais.

A postura foi interpretada como uma tentativa de transferir responsabilidades e minimizou, segundo críticos, a gravidade da superlotação que atinge diversas unidades do estado.

Nas redes sociais, vídeos do pronunciamento acumulam milhares de compartilhamentos e comentários indignados de profissionais de saúde, lideranças políticas e cidadãos que já enfrentaram filas da regulação. Muitos apontam que o governador desconsiderou a dor e o sofrimento de pacientes que, sem alternativas, aguardam por atendimento adequado nos corredores.

Até o momento, o governo do estado não divulgou nota oficial esclarecendo o contexto da fala ou apresentando medidas para enfrentar o problema das filas e da regulação, que segue como uma das maiores reclamações entre os baianos. Enquanto isso, a repercussão continua crescendo, ampliando o desgaste da gestão estadual diante de um dos temas mais sensíveis para a população: a saúde pública.

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