Um episódio envolvendo o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), movimentou os bastidores da política baiana nesta semana. O emedebista compartilhou em seu perfil oficial no Instagram uma publicação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), na qual o líder da oposição confirmava sua pré-candidatura ao governo do Estado e fazia duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), sigla que governa a Bahia há quase duas décadas.
A publicação, no entanto, foi apagada pouco tempo depois. Apesar da exclusão rápida, diversos internautas conseguiram registrar o conteúdo por meio de capturas de tela, os chamados “prints”, que passaram a circular amplamente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, ampliando a repercussão do caso.
O gesto causou estranhamento por se tratar de um integrante do atual governo estadual, que tem o PT como partido majoritário e o governador Jerônimo Rodrigues como principal liderança. Nos meios políticos, o compartilhamento foi interpretado como um sinal de possível desalinhamento ou, ao menos, de desconforto de Geraldo Júnior dentro da atual composição governista.
O episódio ocorre em meio a rumores cada vez mais frequentes de que o vice-governador não permanecerá na chapa majoritária em 2026. Segundo informações de bastidores, Geraldo Júnior teria sido aconselhado por aliados a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições, deixando o posto de vice na sucessão estadual.
Ainda conforme comentários que circulam nos meios políticos, a vaga atualmente ocupada por Geraldo Júnior e pelo MDB na chapa governista poderá ser cedida ao Avante, partido liderado na Bahia pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, aliado estratégico do governo e considerado peça-chave nas articulações eleitorais.
Até o momento, nem o vice-governador nem o Palácio de Ondina se manifestaram oficialmente sobre o compartilhamento da publicação ou sobre as especulações envolvendo a formação da chapa governista para 2026. O silêncio, contudo, tem alimentado ainda mais as interpretações e análises sobre o futuro político de Geraldo Júnior e os movimentos antecipados da sucessão estadual.

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