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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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CPMI do INSS pede indiciamento e prisão de Lulinha

Segundo o texto, com mais de 4 mil páginas, Lulinha teria sido beneficiado por operadores do esquema, incluindo a compra de passagens aéreas

CPMI do INSS pede indiciamento e prisão de Lulinha
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O relatório final da CPMI do INSS coloca o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como Lulinha, no centro da disputa política que marca a fase final dos trabalhos do colegiado. O documento, elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), sugere o indiciamento do empresário por suposta participação no esquema de fraudes em aposentadorias.

Segundo o texto, com mais de 4 mil páginas, Lulinha teria sido beneficiado por operadores do esquema, incluindo a compra de passagens aéreas. O relator atribui ao filho do presidente os crimes de organização criminosa e corrupção passiva e pede ainda a prisão do filho do presidente.

O nome de Lulinha aparece entre dezenas de pessoas citadas ao longo da investigação. Ele é um entre mais de uma centena de indiciados sugeridos no relatório, que também deve atingir ao menos um senador e dois deputados federais.

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Há ainda recomendação de que a PF (Polícia Federal) aprofunde as investigações para alguns casos que a CPMI não conseguiu avançar.

A apresentação do documento ocorre em um momento de forte embate dentro da comissão. A base governista, que tem maioria no colegiado, prepara um texto alternativo e deve atuar para impedir ou atrasar a aprovação do relatório principal.

A expectativa inicial era votar o parecer ainda nesta sexta-feira, mas o cenário de obstrução pode empurrar a análise para o sábado (28). Mesmo assim, não há garantia de que o relatório será aprovado na forma proposta pelo relator.

O comando da CPMI, liderado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta construir um acordo mínimo para a votação, mas enfrenta resistência de parlamentares alinhados ao governo.

Enquanto o relatório de Gaspar aponta supostos vínculos de pessoas ligadas ao atual governo com o esquema, a versão alternativa elaborada pela base governista busca destacar a origem das irregularidades em gestões anteriores, com foco em nomes associados ao governo Jair Bolsonaro.

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