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Justiça

Suspeitas de envolvimento do filho de Lula nas fraudes do INSS ganham forças

Citado oficialmente nas investigações, o filho do presidente reside atualmente na Espanha

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Suspeitas de envolvimento do filho de Lula nas fraudes do INSS ganham forças

As investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ganharam novo desdobramento nessa quinta-feira (04), após fortes denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depoimentos prestados à comissão apontam que ele teria recebido cerca de R$ 25 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos mentores do esquema bilionário que fraudou benefícios e prejudicou milhares de aposentados.

Segundo as informações apresentadas na CPMI, Lulinha teria recebido mensalmente valores que chegariam a R$ 300 mil de Antunes, montante supostamente associado ao esquema criminoso que, de acordo com a comissão, provocou prejuízos vultosos aos cofres públicos. Citado oficialmente nas investigações, o filho do presidente reside atualmente na Espanha.

Diante das revelações, parlamentares da oposição protocolaram um requerimento para convocar Fábio Luís a depor na CPMI do INSS. A iniciativa, contudo, foi barrada por integrantes da base governista. Entre os votos contrários, esteve o do senador baiano Jacques Wagner (PT), um dos principais articuladores do governo no Congresso. A decisão gerou intensa reação de membros da oposição, que acusam o grupo governista de promover blindagem política.

Ainda durante a quinta-feira, o deputado federal Evair Vieira (PP-ES) formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja acionado o mecanismo de cooperação internacional com a Espanha, com objetivo de viabilizar a extradição de Lulinha ao Brasil. Segundo o parlamentar, a medida seria essencial para garantir que o investigado preste esclarecimentos presencialmente à comissão.

Enquanto o caso repercute em Brasília, a CPMI segue avaliando documentos, depoimentos e movimentações financeiras suspeitas. O episódio amplia a pressão sobre o governo e acirra os debates políticos em torno das responsabilidades pelo rombo bilionário investigado na previdência social. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre as citações envolvendo o filho do presidente.

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