Justiça
Suspeitas de envolvimento do filho de Lula nas fraudes do INSS ganham forças
Citado oficialmente nas investigações, o filho do presidente reside atualmente na Espanha

As investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ganharam novo desdobramento nessa quinta-feira (04), após fortes denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depoimentos prestados à comissão apontam que ele teria recebido cerca de R$ 25 milhões de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos mentores do esquema bilionário que fraudou benefícios e prejudicou milhares de aposentados.
Segundo as informações apresentadas na CPMI, Lulinha teria recebido mensalmente valores que chegariam a R$ 300 mil de Antunes, montante supostamente associado ao esquema criminoso que, de acordo com a comissão, provocou prejuízos vultosos aos cofres públicos. Citado oficialmente nas investigações, o filho do presidente reside atualmente na Espanha.
Diante das revelações, parlamentares da oposição protocolaram um requerimento para convocar Fábio Luís a depor na CPMI do INSS. A iniciativa, contudo, foi barrada por integrantes da base governista. Entre os votos contrários, esteve o do senador baiano Jacques Wagner (PT), um dos principais articuladores do governo no Congresso. A decisão gerou intensa reação de membros da oposição, que acusam o grupo governista de promover blindagem política.
Ainda durante a quinta-feira, o deputado federal Evair Vieira (PP-ES) formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja acionado o mecanismo de cooperação internacional com a Espanha, com objetivo de viabilizar a extradição de Lulinha ao Brasil. Segundo o parlamentar, a medida seria essencial para garantir que o investigado preste esclarecimentos presencialmente à comissão.
Enquanto o caso repercute em Brasília, a CPMI segue avaliando documentos, depoimentos e movimentações financeiras suspeitas. O episódio amplia a pressão sobre o governo e acirra os debates políticos em torno das responsabilidades pelo rombo bilionário investigado na previdência social. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre as citações envolvendo o filho do presidente.
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