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Justiça

PF faz nova ofensiva contra esquema no setor de combustíveis e investigação alcança ex-governador Cláudio Castro

Segunda fase da Operação Sem Refino cumpre 16 mandados no Rio e investiga possíveis fraudes em licenças ambientais, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
PF faz nova ofensiva contra esquema no setor de combustíveis e investigação alcança ex-governador Cláudio Castro

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo empresas do setor de combustíveis no Rio de Janeiro. Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos no estado.

Segundo a PF, as investigações abrangem suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis. Um dos principais eixos da nova fase é verificar supostas fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria.

A suspeita dos investigadores é de que autorizações ambientais possam ter sido concedidas contrariando diretrizes ou manifestações dos órgãos técnicos responsáveis pela análise dos processos. Paralelamente, a PF tenta rastrear movimentações financeiras e possíveis mecanismos utilizados para esconder patrimônio e dissimular a origem ou propriedade de recursos.

Reportagens publicadas nesta sexta-feira apontam o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no centro das novas diligências. Segundo o UOL, um dos endereços onde ocorreram buscas é um imóvel em Petrópolis que seria ligado ao ex-governador, embora formalmente registrado em nome de outra pessoa. A eventual propriedade ou vinculação do imóvel é justamente uma das questões examinadas pelos investigadores.

A defesa de Castro, entretanto, contesta essa versão. O advogado Carlo Luchione afirmou que o ex-governador desconhecia ser alvo da operação e sustentou que nenhuma busca ocorreu em sua atual residência ou em outro endereço atualmente ligado a ele. Sobre a casa de Petrópolis, a defesa informou que Castro teria sido apenas locatário e que o contrato foi rescindido meses atrás, após sua saída do governo estadual.

A Polícia Federal, em seu comunicado oficial sobre a operação, não divulgou nominalmente os investigados ou proprietários dos endereços alvos dos mandados, limitando-se a confirmar as buscas, os crimes apurados e o objetivo da nova fase.

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