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Parlamentares de esquerda rejeitam convocação do filho de Lula para depor na CPMI do INSS

Além de blindarem Lulinha, os aliados do governo também rejeitaram o requerimento que pedia a convocação de Jorge Messias, advogado-geral da União e indicado por Lula para uma vaga ainda aberta no Supremo Tribunal Federal (STF)

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Parlamentares de esquerda rejeitam convocação do filho de Lula para depor na CPMI do INSS

A base governista no Congresso atuou de forma coordenada, nesta quinta-feira (04), para impedir a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O requerimento, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo), foi rejeitado por 19 votos a 12, evidenciando a força da articulação dos parlamentares aliados ao Palácio do Planalto.

Girão justificou o pedido apontando indícios de possíveis conexões financeiras envolvendo pessoas próximas de Lulinha, citando investigações já conhecidas no Ministério Público de São Paulo. A oposição argumentou que o depoimento seria fundamental para esclarecer supostos fluxos de dinheiro relacionados a empresas e figuras ligadas ao esquema que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social. No entanto, a maioria governista votou contra a convocação, impedindo o comparecimento do filho do presidente.

Além de blindarem Lulinha, os aliados do governo também rejeitaram o requerimento que pedia a convocação de Jorge Messias, advogado-geral da União e indicado por Lula para uma vaga ainda aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido mencionava a atuação da empresa ADS Soluções e Marketing e repasses financeiros que teriam ligação com o dirigente petista Ricardo Bimbo. Um desses repasses teria chegado ao contador João Muniz Leite, ex-responsável pelas contas de Fábio Luís e investigado na Operação Fim da Linha por suspeita de lavar dinheiro para o PCC.

Enquanto governistas barravam depoimentos de nomes próximos ao presidente, a CPMI aprovou outras convocações relevantes no mesmo dia. Entre elas, a do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que deverá prestar esclarecimentos sobre temas relacionados à investigação. Também foi aprovada a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, preso durante a operação “Compliance Zero”, que apura possíveis crimes financeiros.

A movimentação desta quinta-feira reforça a disputa política interna da CPMI, que tem sido marcada por embates entre oposição e base governista quanto ao alcance das investigações e aos personagens que devem ser ouvidos. A rejeição das convocações de Lulinha e de Messias reacendeu críticas de parlamentares oposicionistas, que acusam a esquerda de proteger aliados do presidente e impedir o avanço das apurações.

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