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Justiça

MPF investiga suposta irregularidade no uso da Lei Rouanet para pagar apresentação de ministra de Lula no carnaval

Investigação é referente ao desfile do bloco "Os Mascarados", comandado pela cantora e ministra da Cultura no carnaval de Salvador. Ministério nega utilização de recursos da Lei Rouanet

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
MPF investiga suposta irregularidade no uso da Lei Rouanet para pagar apresentação de ministra de Lula no carnaval

O Ministério Público Federal (MPF) tornou pública a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades no uso da Lei Rouanet para pagar a apresentação da cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes. A informação foi divulgada no diário eletrônico do órgão, na quarta-feira (8).

O Ministério da Cultura nega que tenha havido irregularidades na contratação ou no uso de recursos. Já a assessoria de Margareth disse que o fato já foi apurado e teve sua legalidade atestada.

De acordo com o documento, a lei teria sido usada de forma irregular no carnaval de Salvador deste ano, quando Margareth se apresentou no tradicional bloco "Os Mascarados", no circuito Barra-Ondina. A apresentação marcou o retorno da artista ao bloco após cinco anos.

O evento foi organizado pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, pelo valor de R$ 290 mil. A empresa organiza projetos culturais aprovados no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

Em nota, o Ministério da Cultura negou o uso de recursos da Lei Rouanet para o pagamento da apresentação e informou que a contratação de Margareth Menezes para o bloco foi feita sem participação da pasta.

A pasta também esclareceu que não há projeto aprovado no Pronac para a realização do bloco "Os Mascarados" no carnaval deste ano e que os outros projetos organizados pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, no âmbito do Pronac, estão de acordo com a legislação.

A Pau Viola Cultura e Entretenimento informou, por meio de nota, que o bloco de carnaval nunca recebeu benefício por meio da Lei Rouanet e que a quantia recebida pelo Governo do Estado da Bahia foi um patrocínio usado para pagar os custos operacionais do desfile. O valor não foi utilizado para pagar o cachê de Margareth Menezes.

Ainda conforme informado pelo MPF, antes de abrir essa investigação, o órgão pediu explicações ao Ministério da Cultura, mas não obteve retorno. Devido a isso, a apuração inicial foi transformada em um inquérito civil.

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