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Justiça

MPE pede ao TRE-BA que barre candidatura de Binho Galinha à reeleição

Procuradoria cita ações penais, condenação em primeira instância e entendimento do TSE contra candidaturas ligadas a organizações criminosas; decisão ainda será tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
MPE pede ao TRE-BA que barre candidatura de Binho Galinha à reeleição

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) o indeferimento do registro de candidatura do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), que tenta conquistar um novo mandato na Assembleia Legislativa da Bahia.

A impugnação foi protocolada nessa sexta-feira, (7). Segundo documento, a Procuradoria sustenta que o parlamentar não reuniria as condições constitucionais necessárias para participar da disputa eleitoral. A decisão, entretanto, ainda caberá ao TRE-BA.

Na manifestação apresentada à Justiça Eleitoral, o procurador Cláudio Gusmão cita investigações realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia que apontariam Binho Galinha como suposto líder de uma organização criminosa com atuação principalmente em Feira de Santana e municípios da região.

De acordo com o MPE, o parlamentar figura como réu em quatro ações penais decorrentes das operações El Patrón e Estado Anômico. As investigações envolvem suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, exploração ilegal de jogos, receptação, agiotagem, extorsão e infrações relacionadas a armas.

A Procuradoria afirma que as investigações descrevem uma estrutura organizada, com divisão de funções, setor financeiro, integrantes responsáveis por ações violentas e mecanismos destinados à ocultação patrimonial. Para o órgão eleitoral, os elementos reunidos indicariam que Binho Galinha ocuparia posição de comando dentro da suposta organização.

O pedido apresentado pelo Ministério Público ocorre menos de um mês depois de Binho Galinha ter sido condenado, em primeira instância, a 36 anos e nove meses de prisão em um dos processos relacionados à Operação El Patrón.

A sentença foi proferida no dia 9 de julho pela Vara Criminal de Feira de Santana e envolve crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A Justiça também determinou que o parlamentar permanecesse preso durante a tramitação dos recursos.

A defesa do deputado anunciou que recorrerá da condenação. Os advogados contestaram os fundamentos da sentença e sustentaram que uma decisão criminal de primeira instância não produziria, automaticamente, efeito sobre a elegibilidade do parlamentar.

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