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Moraes ordena busca contra fonte de jornalista após publicações de denúncias envolvendo Flávio Dino

Ordem de Alexandre de Moraes alcança ex-secretário apontado como informante de blogueiro que publicou denúncias envolvendo Flávio Dino; entidades jornalísticas alertam para precedente perigoso

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Moraes ordena busca contra fonte de jornalista após publicações de denúncias envolvendo Flávio Dino

Uma operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou novamente no centro do debate nacional um dos pilares da atividade jornalística: a proteção constitucional do sigilo da fonte.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nessa terça-feira, (11), contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Governo do Maranhão apontado pela Polícia Federal como fonte do jornalista e blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida. O advogado Diogo Diniz Lima, também foi alvo das medidas.

A investigação está relacionada a publicações feitas pelo Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) pelo ministro Flávio Dino, integrante do próprio Supremo, e por seus familiares. Dino nega qualquer utilização irregular dos automóveis.

O caso chama atenção porque a identificação do suposto informante ocorreu a partir de informações encontradas no celular do próprio jornalista, apreendido pela Polícia Federal durante uma operação realizada em março deste ano. Segundo as investigações, conversas analisadas teriam revelado o envio de informações sobre veículos e dados obtidos em sistemas de acesso restrito.

A Polícia Federal investiga, entre outros pontos, se houve acesso indevido a sistemas do Detran e do Tribunal de Justiça do Maranhão e se as informações obtidas foram utilizadas para acompanhar deslocamentos de Dino e de seus familiares.

Moraes apontou, em decisões relacionadas ao caso, a existência de indícios de perseguição ao ministro do STF, com possível exposição de informações relacionadas à sua segurança. Dino também afirma que veículos particulares de sua família teriam sido monitorados.

Outro ponto apurado pela Polícia Federal envolve uma movimentação financeira de R$ 100 mil relacionada ao advogado Diogo Diniz Lima e ao blogueiro.

Segundo a investigação, as autoridades procuram saber se a transferência poderia estar relacionada à publicação de matérias de interesse político. A PF chegou a afirmar que os elementos encontrados levantariam a suspeita de existência de conteúdos publicados mediante pagamento informal.

Luís Pablo nega ter recebido dinheiro para publicar reportagens contra Flávio Dino. Pessoas relacionadas à operação também sustentam que a transferência não teve relação com a atividade jornalística. A versão ainda é objeto da investigação.

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