Justiça
Militante de esquerda é presa em flagrante ao pichar patrimônio público durante manifestação em Belo Horizonte
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais ainda no domingo. Internautas passaram a cobrar das autoridades o mesmo rigor aplicado em casos semelhantes, relembrando o episódio envolvendo Débora Rodrigues, presa após escrever com batom em uma estátua na Praça dos Três Poderes, em Brasília

Uma mulher foi presa nesse domingo, (14), após ter sido filmada pichando um monumento público durante um ato realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte. A manifestação reunia militantes contrários ao Projeto de Lei da Dosimetria, que tramita no Congresso Nacional, e ocorreu de forma pacífica até o momento do registro do crime.
De acordo com informações apuradas no local, a mulher utilizou um spray para escrever as palavras “demarcação” e “Brasil, terra indígena” em um monumento histórico da capital mineira. As frases, no entanto, não faziam parte das pautas centrais defendidas no protesto, que tinha como foco exclusivo a crítica ao projeto de lei. A ação acabou isolando a manifestante dos demais participantes e motivou a intervenção da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que efetuou a prisão em flagrante por dano ao patrimônio público.
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais ainda no domingo. Internautas passaram a cobrar das autoridades o mesmo rigor aplicado em casos semelhantes, relembrando o episódio envolvendo Débora Rodrigues, presa após escrever com batom em uma estátua na Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante os ataques registrados em 8 de janeiro de 2023. Para muitos usuários, a punição deve seguir critérios iguais, independentemente da motivação política ou ideológica do autor do ato.
Até o fechamento desta matéria, não havia informações oficiais sobre o encaminhamento jurídico da manifestante presa em Belo Horizonte, nem sobre eventual responsabilização civil pelos danos causados ao monumento. O caso reacende o debate sobre os limites do direito à manifestação e a preservação do patrimônio público, além da necessidade de isonomia na aplicação da lei.
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