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Mais um ex-governador do Rio de Janeiro é alvo de operação da PF

Cláudio Castro renunciou ao cargo de chefe do Executivo carioca no dia 23 de março, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Mais um ex-governador do Rio de Janeiro é alvo de operação da PF

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo, nesta sexta-feira (15), da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF). De acordo com a corporação, a operação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis acusado de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

A ação foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, que investiga a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.

Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal”, diz a PF.

A operação da PF acontece em meio a polêmicas sobre quem está no comando do estado do RJ. Atualmente, ogovernador interino do Rio é o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça.

Cláudio Castrorenunciou ao cargo de chefe do Executivo cariocano dia 23 de março, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)torná-lo inelegívelpor abuso de poder político e econômico.

Com a inelegibilidade, Castro não poderá disputar eleições poroito anos, a contar do pleito de 2022. Desta forma, ele deve ficar impedido de concorrer até 2030.

A crise política no Rio de Janeiro ainda aguarda um desfecho definitivo no STF. A Corte realiza um julgamento para definir a forma como o próximo governador oficial será escolhido.

O TSE havia determinado a realização de eleições indiretas – quando os deputados estaduais escolhem o governador -. Contudo, no final de março, o ministro do STF Cristiano Zanin concedeu umaliminar suspendendo essa decisão, sob o argumento de que a renúncia de Cláudio Castro às vésperas de sua cassação foi uma “burla” à Justiça e que, pelas regras eleitorais, a população fluminense deveria escolher o novo governador por meio de eleições diretas.

O julgamento dessa liminar pelo plenário do STF começou em abril, mas foi suspenso por um pedido de vista– mais tempo para análise – do ministro Flávio Dino.

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