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Esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda da Bahia sonegou R$ 400 milhões no setor de combustíveis

A operação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal, junto com a Secretaria da Fazenda e a Polícia Civil

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda da Bahia sonegou R$ 400 milhões no setor de combustíveis

Um servidor público da Secretaria da Fazenda da Bahia e outras duas pessoas foram presas nessa quinta-feira, (21), na Bahia, por suspeita de participarem de um esquema de sonegação fiscal de combustíveis. De acordo com aPolícia Civil, ogrupo teria sonegado R$ 400 milhões.

Segundo as investigações, o grupo criminoso adulterava combustíveis emais de 100 milhões de litros podem ter sido adulterados entre 2023 e 2026.Uma refinaria emCamaçari, na Região Metropolitana deSalvador, é investigada na operação.

Ainda segundo a polícia,o grupo investigado tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).Ele atua como braço financeiro e logístico da facção, usando postos de combustíveis e empresas de transportes para lavar dinheiro.

O servidor público preso foi identificado comoOlavo José Gouveia Oliva. Ele é auditor fiscal e atua na Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC), da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA).Com ele, foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro.

Em nota, a Sefaz informou que participa das investigações que resultaram na “Operação Khalas” e que segue acompanhando as apurações.

Conforme informado pela polícia, o esquema tinha como objetivo ocultar a importação de nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de misturas clandestinas.

O grupo criminoso pagava vantagens para servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades legais.

As prisões preventivas foram cumpridas durante a Operação Khalas. Além das prisões, dois servidores públicos municipais deCandeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador, foram afastadas das suas funções.

Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana e nas cidades de Camaçari e Candeias, ambas na Região Metropolitana.

A operação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal, junto com a Secretaria da Fazenda e a Polícia Civil.

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