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Justiça

Correspondente bancário é condenado após fraude contra aposentada em Ibirapitanga

O caso faz parte de uma série de denúncias envolvendo operações financeiras realizadas contra pessoas idosas e aposentadas na região de Ibirapitanga

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Correspondente bancário é condenado após fraude contra aposentada em Ibirapitanga

Um correspondente bancário com atuação em Ibirapitanga foi condenado a sete anos, seis meses e seis dias de prisão por crimes praticados contra uma aposentada. A sentença foi proferida pela Vara Criminal de Ubatã na última sexta-feira, 31 de julho.

O réu, identificado como Diego Antônio Gutierry Silva Gomes, deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A Justiça também fixou uma indenização mínima de R$ 53.427,80 em favor da vítima e autorizou o bloqueio de valores existentes em contas bancárias e aplicações financeiras vinculadas ao condenado.

De acordo com a acusação acolhida pela Justiça, o correspondente bancário teria utilizado a relação de confiança mantida com a aposentada para realizar operações financeiras sem autorização.

Entre as condutas atribuídas ao réu estão a contratação de empréstimos, a abertura de conta bancária e a movimentação de recursos sem o consentimento da vítima, que tinha 66 anos quando os fatos foram investigados.

O caso faz parte de uma série de denúncias envolvendo operações financeiras realizadas contra pessoas idosas e aposentadas na região de Ibirapitanga.

Em fevereiro de 2025, a Polícia Civil informou ter indiciado um preposto de uma instituição financeira por um furto qualificado de aproximadamente R$ 21 mil contra outra idosa. Segundo a investigação divulgada na época, o dinheiro de um empréstimo foi dividido e transferido para contas ligadas ao intermediador da operação, sem que o valor chegasse à vítima. Parte dos recursos foi posteriormente recuperada.

No mês seguinte, policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão em um estabelecimento de empréstimos localizado no centro do distrito de Itamarati, em Ibirapitanga. O proprietário da empresa foi preso preventivamente durante a operação, que apurava o uso de documentos de idosos e aposentados para abertura de contas e contratação de empréstimos não autorizados.

Na ocasião, foram apreendidos contratos, extratos bancários, aparelhos celulares, máquinas de cartão, computador e outros materiais que seriam submetidos à análise da investigação.

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