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Justiça

Candidato a presidente da extrema-esquerda é alvo de operação que investiga suposto desvio de dinheiro público de campanhas

Operação Causa Própria investiga recursos dos fundos Partidário e Eleitoral; Justiça determinou buscas, bloqueios patrimoniais e afastamentos cautelares

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Candidato a presidente da extrema-esquerda é alvo de operação que investiga suposto desvio de dinheiro público de campanhas

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, (11), a Operação Causa Própria, destinada a investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral. Entre os alvos está Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato da legenda à Presidência da República nas eleições deste ano.

Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos seis mandados expedidos pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal em quatro endereços na cidade de São Paulo. A investigação teve origem na análise de prestações de contas eleitorais e partidárias apresentadas à Justiça Eleitoral, além de relatórios de inteligência financeira e outras diligências realizadas pelos investigadores.

A PF afirma ter encontrado indícios de que dinheiro público destinado à atividade partidária e às campanhas eleitorais teria sido encaminhado a empresas e pessoas físicas que não apresentariam capacidade operacional compatível com os valores recebidos. Os investigadores também apuram vínculos diretos ou indiretos entre beneficiários dos pagamentos e integrantes da estrutura partidária investigada.

Além das buscas e apreensões, a Justiça Eleitoral autorizou bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, indisponibilidade e sequestro de bens, restrições patrimoniais e afastamento cautelar de investigados de funções de direção e administração em entidades relacionadas aos fatos investigados. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o bloqueio patrimonial determinado pode chegar a R$ 4,5 milhões, valor relacionado à estimativa mínima de possível dano aos cofres públicos considerada na investigação.

Embora a nota oficial da Polícia Federal não divulgue o nome dos investigados, reportagens publicadas nesta terça-feira identificaram Rui Costa Pimenta entre os alvos da operação. Ele preside nacionalmente o PCO e teve endereço relacionado a ele submetido a busca e apreensão.

Reportagem do UOL informou ainda que uma gráfica ligada a um integrante da direção nacional do PCO e genro de Rui Costa Pimenta recebeu aproximadamente R$ 1,4 milhão do partido. A relação entre pagamentos realizados a fornecedores e integrantes ou pessoas ligadas à estrutura partidária é uma das linhas analisadas pelos investigadores.

A Polícia Federal ressalta, porém, que a existência de vínculos partidários, isoladamente, não representa conclusão de prática criminosa. O objetivo da investigação é apurar se houve efetiva prestação dos serviços, compatibilidade entre os pagamentos e a capacidade dos fornecedores e eventual utilização das contratações para ocultar a verdadeira destinação de recursos públicos.

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