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Justiça

Cabo da PM é preso suspeito de matar a própria esposa com tiro na nuca em Salvador

Celeste e João Marcelo atuavam na área de inteligência da Polícia Militar da Bahia e estavam casados havia dois anos. O casal não tinha filhos

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Cabo da PM é preso suspeito de matar a própria esposa com tiro na nuca em Salvador

Um caso que abalou a Polícia Militar da Bahia e causou comoção entre familiares, amigos e colegas de farda teve um novo desdobramento. O cabo da Polícia Militar João Marcelo Araújo Hermano foi preso em flagrante, suspeito de assassinar a própria esposa, a também cabo da corporação, Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 39 anos, na última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador.

Segundo as investigações, Celeste foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da nuca enquanto estava sentada no sofá da residência do casal. O tiro foi fatal, e a policial morreu ainda no local.

Após o crime, João Marcelo se apresentou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado por uma advogada. Ele foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para esclarecer a dinâmica do homicídio e as circunstâncias que levaram ao crime.

Celeste e João Marcelo atuavam na área de inteligência da Polícia Militar da Bahia e estavam casados havia dois anos. O casal não tinha filhos.

Familiares da vítima afirmaram ter recebido a notícia com perplexidade. De acordo com relatos, ninguém tinha conhecimento de desentendimentos ou conflitos que pudessem indicar uma crise no relacionamento, o que aumentou ainda mais o choque provocado pelo assassinato.

O corpo da policial militar foi sepultado no último sábado (4), no Cemitério Bosque da Paz, sob forte comoção de familiares, amigos e companheiros de profissão.

O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher, inclusive dentro das forças de segurança, e chama atenção para a necessidade de mecanismos eficazes de prevenção, identificação de situações de risco e proteção às vítimas, independentemente da profissão ou função exercida.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que deverá ouvir testemunhas, analisar laudos periciais e reunir outros elementos para esclarecer as circunstâncias do crime e subsidiar o inquérito policial.

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