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Torcedor da Argentina, baiano de Feira de Santana batiza filhos de Riquelme e Messi e pinta casa nas cores da seleção
Segundo ele, a paixão pela Argentina nasceu ainda na adolescência, durante a Copa do Mundo de 1990. O episódio que marcou sua vida foi a vitória argentina sobre o Brasil nas oitavas de final, decidida com um gol do atacante Cláudio Caniggia

Enquanto a maioria dos brasileiros veste a camisa da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, um morador de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, segue um caminho completamente diferente. Há cerca de cinco edições do Mundial, o baiano Klebisson de Jesus Santos, conhecido popularmente como Klebão, mantém a tradição de pintar toda a fachada da casa em homenagem à seleção da Argentina.
Aos 49 anos, Klebão não esconde a paixão pelos hermanos e faz questão de demonstrá-la sempre que o maior torneio de futebol do planeta se aproxima. Bandeiras, escudos, as cores azul e branca e referências aos grandes craques argentinos transformam o imóvel em um verdadeiro cartão-postal para quem passa pelo bairro.
Segundo ele, a paixão pela Argentina nasceu ainda na adolescência, durante a Copa do Mundo de 1990. O episódio que marcou sua vida foi a vitória argentina sobre o Brasil nas oitavas de final, decidida com um gol do atacante Cláudio Caniggia.
"Eu me identifiquei com o Cláudio Caniggia, que fez um gol contra o Brasil. Foi a partir daí que nasceu esse amor", relembrou.
Apesar de acompanhar e torcer pela seleção argentina desde então, foi cerca de cinco Copas do Mundo atrás que Klebão decidiu transformar esse sentimento em tradição, passando a decorar completamente a casa a cada edição do torneio.
A admiração pelos hermanos foi tão grande que ultrapassou as quatro linhas e influenciou até mesmo a história da família. Apaixonado pelos grandes nomes do futebol argentino, ele escolheu homenagear dois dos principais ídolos do país ao batizar os filhos.
O primogênito recebeu o nome de Riquelme Santos de Jesus, hoje com 20 anos, em referência ao ex-meia Juan Román Riquelme. Já o caçula foi batizado de Ian Messi, de 12 anos, em homenagem ao craque Lionel Messi.
A decoração da residência já se tornou uma marca registrada de Klebão e desperta a curiosidade de vizinhos e visitantes, que costumam parar para fotografar o imóvel completamente caracterizado com as cores da Argentina. Em um país onde a rivalidade entre brasileiros e argentinos faz parte da história do futebol, ele garante que nunca pensou em mudar de lado.
Fiel à seleção que conquistou sua admiração ainda na juventude, Klebão afirma que pretende manter viva a tradição nas próximas Copas do Mundo, transformando sua casa, mais uma vez, em um símbolo de sua paixão pelo futebol argentino.
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