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Prefeito de Itamari teria demolido ponto de ônibus para valorizar terreno comprado por aliado, aponta denúncia

Denunciante afirma que retirada teria beneficiado terreno atribuído a aliado do prefeito Everton Vasconcelos

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Prefeito de Itamari teria demolido ponto de ônibus para valorizar terreno comprado por aliado, aponta denúncia

A demolição de um antigo ponto de ônibus localizado na Avenida Clériston Andrade, em Itamari, tornou-se objeto de questionamentos após uma denúncia encaminhada ao Diário Paralelo levantar a suspeita de que a retirada do equipamento público possa ter beneficiado uma propriedade particular situada nas proximidades.

Segundo o relato recebido, o ponto de ônibus existia no local há pelo menos duas décadas e teria sido retirado sem que moradores fossem informados sobre a justificativa para a medida.

O aspecto mais sensível da denúncia envolve justamente o terreno existente atrás do antigo abrigo.

De acordo com a denúncia, a área teria sido adquirida por um aliado do prefeito de Itamari, Everton Vasconcelos, conhecido como Dr. Tom. A denúncia sustenta que a retirada do ponto de ônibus poderia favorecer o imóvel ao ampliar sua exposição e acesso pela Avenida Clériston Andrade.

Uma imagem do Google Street View, identificada como sendo de fevereiro de 2025, mostra claramente um abrigo utilizado como ponto de ônibus às margens da Avenida Clériston Andrade. A estrutura possuía cobertura sustentada por pilares e banco para os usuários.

Atrás do equipamento aparece uma área sem edificação significativa, separada da via por estacas.

As fotografias mais recentes encaminhadas à reportagem mostram que o abrigo já não existe.

No local onde anteriormente estava o ponto de ônibus permanecem a calçada e a área frontal à avenida, enquanto fotografias feitas a partir do terreno mostram movimentação de terra, escavações e restos de material de construção.

O registro histórico, portanto, permite afirmar que havia um ponto de ônibus naquele trecho e que posteriormente a estrutura foi retirada.

Segundo o relato encaminhado ao Diário Paralelo, moradores utilizavam o ponto havia aproximadamente 20 anos.

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