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Prefeito de Itamari acusa empresa contratada de não ter repassado valores a postos de combustíveis após proibição de abastacimento

Município deu prazo de 48 horas para regularização e ameaça romper contrato, aplicar sanções e realizar contratação emergencial

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Prefeito de Itamari acusa empresa contratada de não ter repassado valores a postos de combustíveis após proibição de abastacimento

O prefeito Everton Vasconcelos acusou a empresa 2B Economize, responsável pelo gerenciamento do abastecimento da frota da prefeitura de Itamari, de não estar repassando pagamentos aos postos de combustíveis que abastecem à frota municipal de veículos.

Em documento publicado nessa segunda-feira (17), a administração afirma ter identificado “graves irregularidades” na execução do contrato, firmado para a prestação de serviços de gerenciamento do abastecimento de combustíveis da frota municipal.

A acusação apresentada pelo é grave. Segundo a notificação, embora a Prefeitura esteja realizando antecipadamente os pagamentos referentes aos créditos de combustível, a empresa contratada estaria deixando, de forma reiterada, de fazer os correspondentes repasses financeiros aos postos credenciados.

De acordo com a administração municipal, a situação já teria provocado suspensão ou restrição dos abastecimentos, comprometendo a continuidade de serviços públicos essenciais.

O documento explica que, pelo modelo adotado no contrato, os créditos de combustível pagos antecipadamente pela Prefeitura deveriam ser imediatamente disponibilizados no sistema gerenciador para utilização da frota municipal. Para a administração, a suposta ausência dos repasses caracteriza descumprimento grave das obrigações assumidas pela contratada.

A empresa notificada aparece no documento em nome de Tiago Batista Barreto. O contrato é resultado do Pregão Eletrônico nº 005/2025.

Diante às acusações, a Prefeitura estabeleceu prazo considerado “improrrogável” de 48 horas, contado a partir do recebimento da notificação.

Nesse período, a contratada deverá regularizar integralmente os repasses financeiros pendentes aos postos credenciados, restabelecer o abastecimento normal da frota e apresentar documentos comprovando que os estabelecimentos receberam os valores e estão novamente aptos a atender os veículos municipais. Caso as determinações não sejam atendidas, a Prefeitura afirma que poderá considerar configurada a inexecução grave do contrato e instaurar processo administrativo para aplicação das sanções previstas em lei.

O Município também ameaça extinguir unilateralmente o contrato e promover uma contratação emergencial para impedir que serviços públicos fiquem prejudicados pela falta de combustível.

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