Geral
MPF investiga aplicação de R$ 1,6 milhão do Fundeb em Presidente Tancredo Neves; valores são de gestão de Toin do Bó
Apuração envolve os exercícios de 2022 e 2024, quando Antônio dos Santos Mendes comandava a prefeitura; atual prefeito Quinha foi chamado pelo MPF a esclarecer os dados e, se necessário, apresentar plano para recompor a destinação dos recursos

O Ministério Público Federal abriu um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 1,6 milhão em recursos do Fundeb destinados ao município de Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul da Bahia.
A investigação alcança especificamente os exercícios de 2022 e 2024 e tem como foco recursos da complementação da União na modalidade VAAT — Valor Anual Total por Aluno. Dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação, o Siope, encaminhados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, teriam indicado possíveis descumprimentos das regras de aplicação dessas verbas. O procedimento foi instaurado pelo procurador da República Bruno Olivo de Sales.
Nos dois exercícios citados pelo Ministério Público Federal, o prefeito de Presidente Tancredo Neves era Antônio dos Santos Mendes, conhecido como Toin do Bó.
Caso o MPF conclua que parte da complementação VAAT não foi destinada corretamente em 2022 ou 2024, uma das consequências poderá ser a obrigação de o Município recompor esses valores em favor da educação.
Entre as possíveis destinações citadas estão ampliação de vagas na educação infantil, construção ou melhoria de creches e pré-escolas, acessibilidade, obras, instalações e compra de equipamentos.
Nesse cenário, ainda que a irregularidade eventualmente tenha ocorrido durante a administração anterior, a prefeitura atual teria que executar a recomposição financeira.
Isso significa, na prática, que uma eventual falha cometida no passado poderá produzir consequências sobre o orçamento educacional administrado atualmente.
A identificação correta dos períodos coloca Toin do Bó no centro político dos esclarecimentos sobre os exercícios de 2022 e 2024.
A investigação deverá mostrar quais despesas foram declaradas pela administração naquele período, os percentuais efetivamente aplicados na educação infantil e em despesas de capital, além de eventual documentação apresentada pela antiga gestão para comprovar a utilização dos recursos.
A partir de agora, a apuração deverá revelar se os cerca de R$ 1,6 milhão foram efetivamente aplicados em desacordo com as normas do Fundeb e, principalmente, quem deverá responder pelos eventuais atos praticados na época.
Matérias relacionadas

Geral
Presidente Tancredo Neves registra novo tremor de terra

Geral
Motociclista fica gravemente ferido após acidente na BR-101, em Wenceslau Guimarães

Geral
Obra de pavimentação avança na comunidade de Novolândia, em Teolândia

Geral
