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Jerônimo Rodrigues entra em contradição ao falar sobre saída do Brasil do mapa da fome

Ao longo da conversa, o petista atribuiu o resultado a uma ação conjunta entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas admitiu, em diferentes momentos, a persistência da fome no país e no próprio estado

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Jerônimo Rodrigues entra em contradição ao falar sobre saída do Brasil do mapa da fome

As declarações do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sobre a suposta saída do Brasil do mapa da fome revelaram contradições e discursos desencontrados durante entrevista concedida à emissora estatal do Governo da Bahia. Ao longo da conversa, o petista atribuiu o resultado a uma ação conjunta entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas admitiu, em diferentes momentos, a persistência da fome no país e no próprio estado.

Logo no início da entrevista, Jerônimo voltou a adotar um discurso recorrente ao criticar administrações anteriores, afirmando que governos passados teriam “ignorado a fome”. Em seguida, o governador declarou que havia se comprometido com o presidente Lula em ajudar a “tirar, de novo”, o Brasil do mapa da fome, afirmando, na sequência, que esse objetivo teria sido alcançado.

No entanto, o próprio governador apresentou informações conflitantes ao abordar o tema. Jerônimo afirmou que a previsão inicial era de que o país deixasse o mapa da fome apenas em 2026, mas que, segundo ele, o resultado teria sido antecipado para 2025. Pouco depois, em outro trecho da entrevista, o petista reconheceu que ainda existe uma parcela significativa da população brasileira inserida nesse cenário de insegurança alimentar, o que contradiz a narrativa de superação do problema.

As incoerências ficaram ainda mais evidentes quando Jerônimo destacou a realidade enfrentada por estudantes da rede pública baiana. Segundo o governador, muitos alunos dependem exclusivamente das refeições oferecidas nas escolas para se alimentar, já que parte deles chega às unidades de ensino sem sequer ter tomado um “café decente”. A declaração reforça o cenário de vulnerabilidade social no estado e entra em choque com o discurso de que o Brasil já teria superado a fome.

As falas confusas e controversas do governador expõem um discurso marcado por contradições e levantam questionamentos sobre a efetividade das políticas públicas anunciadas. Para críticos, as declarações evidenciam ações que, apesar de amplamente divulgadas, ainda não se refletem de forma concreta na vida da população mais pobre, permanecendo, em muitos casos, restritas ao discurso e ao papel.

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